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Adolescente suspeito de atentado em Campo Mourão agiu por vingança, diz delegado

O adolescente foi apreendido na manhã desta segunda-feira (20) junto com a arma utilizada no crime, segundo a PCPR. Após os disparos, ele fugiu do local

Adolescente teria cometido atentado em Campo Mourão por vingança a uma mulher, suspeita de tentativa de homicídio contra família do jovem
Adolescente teria cometido atentado em Campo Mourão por vingança a uma mulher, suspeita de tentativa de homicídio contra família do jovem -

Publicado por Iolanda Lima

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O adolescente, de 16 anos, apreendido por suspeita de praticar o atentado a tiros que deixou dois mortos e três feridos em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, nesta sexta-feira (17), afirmou à Polícia Civil do Paraná (PCPR) que cometeu o crime por vingança.

O jovem se apresentou acompanhado de advogados e permanece apreendido. Segundo o delegado-chefe da delegacia do município, Nilson Rodrigues, o adolescente relatou que decidiu atacar Veridiana Menin, de 40 anos, para se vingar de um episódio envolvendo o irmão dele, ocorrido em 2024. As informações são do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.

“Ele alega que é uma vingança. Vingança de um fato ocorrido em 2024, quando o irmão dele foi vitimado. Nessa oportunidade, ele saiu da cidade na época e agora voltou. A Veridiana também voltou, ele ficou sabendo e passou a procurá-la. Encontrou naquele local, na lanchonete. Ele causou uma atrocidade lamentável”, afirmou Nilson.

Veridiana, que permanece internada em estado gravíssimo, seria o único alvo do atirador. A delegada Laís Mendonça Alves deu detalhes sobre o fato que teria provocado a vingança do adolescente.

“A Veridiana, alvo principal do suspeito, teria coordenado uma ação que resultou em lesões corporais na mãe do suspeito e nele próprio, uma tentativa de homicídio. Posteriormente, ocasionou a morte do irmão dele e ele teria guardado essa mágoa”, disse a delegada.

Adolescente não teria demonstrado arrependimento por atingir mulher

Ainda conforme Nilson Rodrigues, o adolescente afirmou estar arrependido pelas demais vítimas atingidas durante o ataque, mas não demonstrou arrependimento em relação à mulher, que seria o alvo do atentado.

“Ele alega que está arrependido porque matou outras pessoas. Mas, quanto à Veridiana, ele não está arrependido. Vamos continuar a investigação buscando a veracidade, se procede ou não esta informação dele”, disse.

O delegado também informou que o adolescente permanece apreendido após prestar depoimento, e que não o quer na cidade.

“O menor não foi solto. Foi feito pedido de busca e apreensão, foi encaminhado, aguardamos. O promotor já fez a oitiva dele e ele vai ser encaminhado para o CENSE (Centro de Socioeducação). E eu não quero ele no CENSE de Campo Mourão, quero ele fora daqui. Ele tem que ficar longe para evitar novos problemas”, explicou.

Atentado em Campo Mourão teria sido motivado por vingança

O adolescente foi apreendido na manhã desta segunda-feira (20) junto com a arma utilizada no crime, segundo a PCPR. Após os disparos, ele fugiu do local.

A namorada do suspeito, de 25 anos, foi ouvida e liberada depois de, conforme a Polícia Militar do Paraná (PMPR), confessar que o ajudou na fuga antes da chegada das equipes policiais.

A mãe do adolescente foi presa em flagrante por estar com duas munições, drogas, antenas para bloqueador de sinal e material explosivo.

Na casa dela, os policiais encontraram 500 metros de cordel detonante, duas munições calibre .38, porções de maconha, um comprimido de ecstasy e seis antenas do tipo jammer, utilizadas para bloquear sinais de comunicação.

Ataque deixou dois mortos e três feridos

O atentado em um bar de Campo Mourão foi registrado por imagens de câmeras de segurança. Imagens mostram o momento em que o atirador para em frente ao estabelecimento e dispara diversas vezes contra as pessoas que estavam no local, que estava lotado.

Cinco pessoas foram baleadas. Marcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38 anos, morreram. As outras vítimas foram identificadas como Izabela Carvalho, de 23 anos, Veridiana Menin, de 40 anos, e Fábio Piassa, de 41 anos.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), Fábio foi internado em estado grave e precisou de doação de sangue. Veridiana segue em estado gravíssimo. Já Izabela passou por uma cirurgia de reconstrução após sofrer ferimentos graves, conforme informaram familiares e amigos em uma campanha de arrecadação para o tratamento.

A PCPR investiga o caso para confirmar a versão apresentada pelo adolescente e esclarecer todas as circunstâncias do atentado em Campo Mourão, que, segundo o suspeito, teria sido motivado por vingança.

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