O que se sabe sobre o apartamento com mais de 400 gatos em SC
Justiça determinou a retirada gradual dos animais e o acompanhamento psicossocial da tutora, uma aposentada de 73 anos; caso se arrasta há mais de 10 anos

Mais de 400 gatos foram encontrados em situação de insalubridade dentro de um apartamento de aproximadamente 200 m² em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. O caso, que envolve a tutora dos animais, uma aposentada de 73 anos, se estende há mais de uma década e também está sob investigação da Polícia Civil.
De acordo com a prefeitura de Concórdia, a situação ocorre há mais de 10 anos, mas ganhou maior visibilidade após um acordo firmado entre a idosa e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecia ações como a castração dos animais, o controle sanitário e o encaminhamento para adoção. As informações são do Metrópoles.
Segundo informações do Ministério Público e da prefeitura, os gatos vivem juntos em um apartamento de cerca de 200 m² localizado em uma área nobre da cidade, em condições consideradas insalubres.
A responsável pelo imóvel e pelos animais é uma aposentada de 73 anos. A identidade dela não foi divulgada. A reportagem tentou contato com a mulher, mas não obteve retorno.
INVESTIGAÇÃO
Na quinta-feira (28), o Judiciário determinou que o município preste assistência à tutora. Conforme a decisão, ela deverá ser submetida a uma avaliação psicossocial e receber acompanhamento de profissionais das áreas de saúde e assistência social.
Para a Justiça, há indícios de que a mulher esteja em situação de vulnerabilidade.
Conforme apontam o município e a Justiça, os animais foram encontrados debilitados, doentes e vivendo em um ambiente insalubre. Os gatos ocupavam janelas, corredores, espaços dentro de móveis e áreas próximas a locais contaminados.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. Segundo a corporação, a tutora dos animais é investigada pelo crime de maus-tratos a animais, cuja pena prevista é de detenção de três meses a um ano.
Também na quinta-feira, a Justiça determinou a retirada dos gatos do imóvel. A medida atende a um pedido do Ministério Público e considerou a gravidade do estado de alguns animais, apontada em laudos técnicos, além do risco de agravamento da situação caso não houvesse uma intervenção imediata.
A decisão estabeleceu ainda um cronograma para a retirada gradual dos felinos, com resgates diários e prioridade para os casos mais graves.





















