Dívida pública dos EUA acima de US$ 38 trilhões preocupa investidores | aRede
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Dívida pública dos EUA acima de US$ 38 trilhões preocupa investidores

FMI projeta déficit fiscal americano em 140% do PIB até 2031

Sede do Departamento do Tesouro dos EUA, em Washington
Sede do Departamento do Tesouro dos EUA, em Washington -

Publicado por Iolanda Lima

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O último relatório mensal da dívida pública dos Estados Unidos, divulgado em 28 de fevereiro, atestava para um débito do governo americano no valor de US$ 38,7 trilhões, com projeção de superar os US$ 39 trilhões ainda em março.

A preocupação com o fiscal não é tema exclusivo do Brasil e o mercado teme que a maior economia do planeta, responsável pela moeda mais utilizada globalmente, sofra também com as contas públicas no vermelho.

Este e outros assuntos da economia estão no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) já fez um pedido aos EUA para reduzir o crescente déficit fiscal, considerado excessivo pelo Fundo.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, disse a repórteres após a revisão anual das políticas dos EUA pelo FMI que “a conclusão é que o déficit em conta corrente é grande demais, para simplificar para o público. E isso é reconhecido pelo governo”.

O FMI prevê que a dívida pública americana permaneça entre 7% e 8% do PIB (Produto Interno Bruto) nos próximos anos, e que a dívida pública consolidada deve atingir 140% do PIB até 2031.

Bernardo Pascowitch, CEO da Yubb, diz que uma crise fiscal dos EUA pode levar a uma perda de valor dos Treasuries, títulos públicos americanos, o que causaria um efeito negativo para a economia global.

"O grande risco do momento é: se os países pararem de confiar no dólar, porque a dívida pública está cada vez mais alta, eles param de comprar títulos públicos. Se eles pararem de comprar títulos públicos, isso pode gerar uma crise do dólar, uma dificuldade ainda maior de pagamento da dívida pública e países que tem reservas gigantescas em dólar, como é o caso do Brasil, também podem sofrer", projeta Pascowitch.

Investimentos em dólar

Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research, analisa da perspectiva da renda fixa dolarizada e já observa uma desconfiança sobre os títulos.

"O juro americano de longuíssimo prazo -- mais de 20 anos, mais de 30 anos -- que era um juro muito procurado por banqueiros centrais e investidores institucionais do mundo todo agora está em xeque", afirma.

Ela também diz que algumas economias já se movimentam para diversificar seus aportes.

"O que vimos foram países, como China e Japão, reduzindo a quantidade que eles têm de dívida americana e investindo em ouro, no caso da China. Vimos a cotação do ouro subir muito, enquanto a taxa da Treasury esteve muito alta por conta da redução de interesse dos investidores", complementa.

Thiago Godoy, CEO da Papai Financeiro Desenvolvimento Profissional, dimensiona a situação e afirma que "a dívida americana cresce um Brasil por ano", além de citar que um problema com a economia dos EUA ganha proporção mundial.

"Não aposte todas as suas fichas em um lugar só", recomenda Godoy em um momento de instabilidade econômica. As informações são da CNN Brasil.

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