Sérgio Moro é hostilizado em feira de Curitiba

Situação foi neste sábado (6), quando o ex-juiz visitava a Feira do Juvevê, no Alto da XV

Situação foi neste sábado (6), quando o ex-juiz visitava a Feira do Juvevê, no Alto da XV
Situação foi neste sábado (6), quando o ex-juiz visitava a Feira do Juvevê, no Alto da XV -

Da Redação

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O ex-juiz federal e candidato ao Senado Sérgio Moro (União Brasil) foi hostilizado neste sábado (6) durante visita a Feira do Juvevê, no Alto da XV, bairro de classe média alta de Curitiba. Pessoas que frequentavam o lugar dispararam frases contra ele, causando uma saia justa na equipe de campanha.

Candidato ao Senado pelo estado, o ex-ministro de Jair Bolsonaro foi chamado de “juiz parcial”, “bandido” e “criminoso”. Um homem protestou: “Você prendeu o principal candidato e depois foi ser ministro”, disse em referência a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso no âmbito da Operação Lava Jato em 2016 -quando Moro era o juiz responsável pela operação.

Uma eleitora contestou a presença dele em Curitiba e disse: “Volta para São Paulo”. A revolta da mulher acontece porque Moro tentou sair como candidato ao Senado por São Paulo, mudando seu domicílio eleitoral. Porém, a Justiça considerou a manobra irregular. Desse modo, ele foi obrigado a retornar para o Paraná e ter sua candidatura ao Senado pelo estado.

Juiz da Lava-Jato

Sérgio Moro ganhou fama em todo o país por ser o juiz da Operação Lava Jato. Na época, ele chegou a ser apelidado de “herói” por eleitores que se identificavam com ideologia de direita. Moro foi considerado algoz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que hoje lidera a disputa à Presidência da República.

Em 2017, ele condenou o petista em primeira instância no caso do triplex, no Guarujá . No ano seguinte, Moro deixou a magistratura para aceitar o convite para ser ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele permaneceu no cargo entre janeiro de 2019 até abril de 2020.

A saída de Moro do governo ocorreu por suposta intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal. Quando ainda estava no governo, a imprensa divulgou conversas dele com procuradores da Lava Jato, evidenciando que ele teve uma atitude parcial no caso.

Os advogados de Lula usaram as mensagens como provas para que os processos da operação fossem anulados, o que acabou acontecendo por decisão do Supremo Tribunal Federal. O ex-juiz também se tornou suspeito pela Corte.

As informações são do Yahoo!

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