Brasil tem mais de 450 mil mortos e risco da 3ª onda
Pandemia ainda parece estar longe de ser controlada, já que os últimos números indicam um aumento

Pandemia ainda parece estar longe de ser controlada, já que os últimos números indicam um aumento
Há um tempo, algumas regiões do país flexibilizaram a quarentena com a abertura de atividades consideradas não essenciais, como comércios, shoppings, academias, salões de beleza, bares e restaurantes. O Brasil registrou o número de mais de 450 mil mortes pela Covid-19 e o que tem preocupado especialistas e autoridades é que o número alarmante foi atingido em um curto espaço de tempo. O país chegou às primeiras 200 mil mortes em 11 meses, desde o primeiro óbito em março de 2020 até janeiro deste ano. Porém, esse mesmo número foi alcançado em pouco mais de 4 meses, em abril
A decisão de reabrir os serviços foi baseada na queda de internações e óbitos em abril. Porém, a pandemia ainda parece estar longe de ser controlada, já que os últimos números indicam um aumento. Com o número recorde de mortos em pouco tempo, flexibilização da quarentena e novas cepas do vírus circulando pelo país, surge o alerta sobre o risco de uma possível terceira onda. Dessa forma, fica o questionamento sobre a necessidade de uma quarentena mais rígida.
Para o especialista e Prof. Dr. Euclides Matheucci Jr. diretor científico da DNA Consult, ainda é preciso cautela e medidas rígidas de distanciamento social. “Já completamos mais de um ano nessa triste realidade e ainda não estamos perto de uma solução factível. Além da vacinação lenta, a busca por exames tem diminuído nas últimas semanas. Podemos notar a falta de aderências às normas sanitárias, com shoppings lotados, bares e restaurantes cheios e as pessoas sem máscaras. Estes fatores, juntos, vão produzir sérias consequências”, explica Matheucci.
“É preciso que exista um plano de isolamento social mais firme e uma campanha de conscientização maior para a população, enquanto a vacinação permanece em um ritmo lento. Além disso, as empresas e organizações que estão realizando atividades presenciais devem endurecer as regras dentro do ambiente de trabalho e aumentar o controle de contágio por meio da testagem de seus colaboradores. Se isso não acontecer, dificilmente mudaremos a circunstância em que nos encontramos. A pandemia não acabou, não está controlada e as pessoas ainda estão morrendo”, finaliza Euclides.





















