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Júri popular de Carli Filho começa nesta terça-feira

Ex-deputado vai a julgamento nove anos depois de se envolver em acidente que resultou na morte de dois jovens em Curitiba

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Da Redação

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Ex-deputado vai a julgamento nove anos depois de se envolver em acidente que resultou na morte de dois jovens em Curitiba

Um júri popular formado por sete pessoas decide, nesta terça (27) e quarta-feira (28), se o ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho é culpado pelas mortes do jovens Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, em 2009, em Curitiba. Durante quase nove anos, a defesa do ex-deputado tentou 33 recursos para evitar que ele fosse a júri popular. Todos foram negados. O julgamento começa às 13 horas.

Carli Filho já recebeu e assinou a notificação para ir ao tribunal, mas não é obrigado a ir ao julgamento. Se for condenado, pode pegar até 20 anos de prisão. O carro do ex-parlamentar, um Passat, decolou pela Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, em Curitiba, no início da madrugada do dia 9 de maio. O veículo caiu sobre o Honda Fit de Gilmar Yared, que entrava na pista pela Rua Paulo Horski. O semáforo estava intermitente, com pisca amarelo para as duas ruas. Gilmar e Murilo morreram na hora. Carli Filho foi socorrido e passou cerca de um mês no hospital.

O então deputado dirigia em velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, conforme apontaram laudos periciais feitos posteriormente. Eles estava com a carteira de habilitação cassada, com 130 pontos e 30 multas, sendo 23 por excesso de velocidade. Também ficou comprovado que Carli Filho estava alcoolizado.

A única vez que Carli Filho falou sobre o caso foi em 2016 num vídeo gravado por ele em que dizia que estava pronto para encontrar as famílias e pedir perdão, o que não ocorreu até hoje.

O promotor que assinou a denúncia, Marcelo Balzer, não trata o caso como acidente. “Eu não trato como acidente. Para uma pessoa andar a mais de 160 km/h dentro da cidade tem que ter uma justificativa plausível, e não há esta justificativa. Ele não ia salvar ninguém, pelo contrário, ele foi matar”, afirmou o promotor em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo.

A defesa do ex-deputado diz que manifesta profundo respeito e confiança na justiça e tem a certeza que o julgamento respeitará a ampla defesa.

Informações Banda B.

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