Gremista percorre 14 países de Fusca para ver a Seleção Brasileira nos EUA
Guilherme Martin deixou o Rio Grande do Sul e andou mais de 20.000 km para acompanhar a Copa

Quem passeou pelas famosas ruas e avenidas do coração de Manhattan na última semana viu a Times Square, o Rockefeller Center, o Empire State Building... e talvez um Fusca azul com o escudo do Grêmio, estacionado na 36th Street.
Guilherme Martin Nunes, dono do projeto "Até de Fusca Nós Iremos", saiu do Rio Grande do Sul há três meses e percorreu mais de 20.000 km para seguir a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.
A viagem, que registrou passagem por 13 países até chegar nos Estados Unidos, precisou de algumas paradas técnicas para manutenção de seu Volkswagen.
"Esse Fusca veio de Porto Alegre por terra, cruzando as três Américas. O carro teve uns probleminhas no caminho, mas normal. É um carro de 55 anos. Por sorte, os problemas foram fáceis de resolver. Me fez perder um ou dois dias no máximo, mas cheguei aqui com segurança", diz Guilherme à CNN Brasil.
A reportagem encontrou Guilherme no Rockefeller Center, enquanto gravava conteúdos para as redes e também para a programação da CNN.
Com uma camisa de Bebeto da Copa de 1994, o gaúcho guiou a reportagem até seu carro. No caminho ao longo da Quinta Avenida, fazia uma Live no Instagram, na qual interagia com os seguidores e aproveitava para exaltar o Grêmio.
"Bah, [a cidade de] Frederico Westphalen é muito tricolor! Um abraço para Frederico", afirma Guilherme.
Antes de seguir a Seleção, o gremista iniciou o projeto em 2024 para poder acompanhar, de Fusca, o clube do coração.
Guilherme viaja pelo território brasileiro e também por toda a América do Sul para assistir aos jogos do Grêmio nas Copas Libertadores e Sul-Americana.
Em uma dessas viagens, para um confronto com o Estudiantes, em La Plata, teve seu Fusca anterior retido na fronteira do Uruguai. Segundo ele, as autoridades o acusaram de contrabando ao tentar levar para o Brasil réplicas da taça da Libertadores, que o gaúcho comprou para revender e custear o conserto de um dos vidros do carro.
Para seguir com a iniciativa de viajar com o Fusca, precisou juntar dinheiro e comprar um novo Volkswagen. Nesta nova etapa, que inclui a ida para a Copa, contou com apoio do Grêmio e de algumas marcas parceiras.
Nova Jersey, Filadélfia e depois Miami
Após conseguir chegar a Nova Jersey para o primeiro jogo do Brasil no Mundial, que terminou com empate por 1 a 1 contra o Marrocos, o gremista estava de partida para a Filadélfia, onde nesta sexta-feira (19) a equipe de Carlo Ancelotti enfrenta o Haiti.
Para realizar o périplo pelas três Américas, Guilherme Martin Nunes fez uma adaptação em seu Fusca. Retirou o banco do passageiro e um outro banco de trás para instalar uma cama.
Também adaptou parte da estrutura do carro para montar uma geladeira e, como bom gaúcho, carrega ainda uma churrasqueira.
"Eu consigo levar comida, carne, sem estragar. E tenho uma churrasqueirinha comigo, uma parrilla para fazer um assado na estrada", diz Guilherme, que da Filadélfia seguirá viagem para a Flórida, onde o Brasil fecha a fase de grupos contra a Escócia.
"No dia 20 eu sigo para Miami, são 2.000 km até lá, para seguir a Seleção. E, se Deus quiser, o Brasil vai se classificar em primeiro e nós vamos para Houston", completa o gaúcho, que já coleciona um mecânico amigo em cada país das Américas.
Com informações: CNN Brasil.




















