Ciclovias, patinetes e cicloturismo: a mobilidade que PG precisa construir em conjunto | aRede
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Ciclovias, patinetes e cicloturismo: a mobilidade que PG precisa construir em conjunto

Conselheira Empresarial do Grupo aRede, Giorgia Bin Bochenek defende o avanço da rede cicloviária em diferentes regiões de Ponta Grossa

Giorgia Bin Bochenek é conselheira da área Empresarial do Grupo aRede
Giorgia Bin Bochenek é conselheira da área Empresarial do Grupo aRede -

Lilian Magalhães

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A conselheira da área Empresarial do Grupo aRede, Giorgia Bin Bochenek, destaca que a expansão e a integração da rede cicloviária são desafios importantes para o desenvolvimento de Ponta Grossa. Para ela, o uso da bicicleta já faz parte da rotina de moradores e deixou de ser uma pauta de nicho, envolvendo mobilidade urbana, segurança, desenvolvimento econômico e novas oportunidades para o turismo e o setor produtivo.

Giorgia defende que o avanço da estrutura precisa ir além da ampliação da quilometragem, com conexão entre diferentes regiões da cidade, fiscalização, educação e participação conjunta do poder público, iniciativa privada e sociedade civil.

Confira abaixo a opinião na íntegra da Giorgia, advogada, empresária e ex-presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg):

VÍDEO
Assista à opinião de Giorgia Bin Bochenek clicando neste vídeo. | Autor: Colaboração/aRede.

"Ponta Grossa tem hoje 53,5 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. A reportagem especial do Grupo aRede sobre o tema deixou algo claro: a bicicleta já faz parte da rotina de muita gente na cidade, para trabalhar, estudar, praticar esporte ou fazer turismo, mas a nossa estrutura ainda não acompanha essa realidade. Como cidadã e empresária, entendo que a mobilidade sobre duas rodas deixou de ser uma pauta de nicho. Ela envolve desenvolvimento econômico, planejamento urbano e, principalmente, a segurança de quem circula pelas nossas ruas.

O primeiro desafio é a conexão. A própria Prefeitura reconhece que a rede tem trechos implantados em etapas e sem continuidade. Na prática, isso significa que o ciclista encontra uma ciclofaixa, mas logo depois precisa dividir a pista com os carros ou mudar de caminho. Para quem pedala por lazer, é um desvio. Para quem depende da bicicleta para chegar ao trabalho, pode ser o motivo para desistir dela. Ampliar a quilometragem é importante, mas uma rede só funciona de verdade quando liga bairros, escolas, locais de trabalho, parques e o transporte coletivo.

Ao mesmo tempo, os espaços destinados às bicicletas passaram a receber novos usuários. Patinetes, monociclos e outros equipamentos autopropelidos já circulam por toda a cidade, muitas vezes em velocidade maior que a de uma bicicleta. A Lei Municipal nº 16.027, em vigor desde agosto, foi um passo acertado ao definir equipamentos obrigatórios, limites de velocidade e regras para menores de 14 anos. Mas uma lei, sozinha, não muda o comportamento. Ela precisa vir acompanhada de fiscalização, de educação permanente e de infraestrutura adequada, com vias mais largas onde for necessário e sinalização que deixe claro quem tem prioridade em cada situação.

Há também um lado desse debate que precisa ser olhado com atenção pelo setor produtivo: o das oportunidades. O Circuito das Nascentes e a estrutura Estélio Viatroski colocaram Itaiacoca no roteiro do cicloturismo, e esse visitante movimenta hospedagem, gastronomia, guias, oficinas, aluguel de equipamentos e eventos, beneficiando pequenos empreendedores e propriedades rurais. Na área urbana, há espaço para serviços de manutenção, bicicletários, entregas de curta distância e soluções de compartilhamento. Projetos de longo prazo, como o Interparques, que une recuperação ambiental, parques lineares e circulação de bicicletas, podem valorizar regiões inteiras da cidade. Só que nenhum desses negócios prospera sem estrutura e sem segurança para quem vai utilizá-la.

Nenhuma dessas frentes avança se cada setor olhar apenas para a sua parte. Ao poder público cabe planejar, executar as obras previstas no Plano de Mobilidade Urbana e fiscalizar. À iniciativa privada cabe investir, inovar e agir com responsabilidade. Às entidades da sociedade civil organizada, como associações empresariais, universidades, grupos de ciclistas e conselhos comunitários, cabe ouvir quem usa a cidade no dia a dia, propor soluções e acompanhar de perto o que foi prometido. Mobilidade é, por natureza, um tema coletivo, e as melhores respostas surgem quando todos estão à mesma mesa.

Temos paisagens, projetos e pessoas dispostas a fazer isso acontecer. O desafio agora é transformar trechos isolados em uma rede de verdade, que gere negócios, promova saúde e, acima de tudo, proteja quem está nas ruas".

Conselho da Comunidade

Composto por lideranças representativas da sociedade, não ocupantes de cargo eletivo, totalizando 14 membros, a iniciativa tem o objetivo de debater, discutir e opinar sobre pautas e temas de relevância local e regional, que impactam na vida dos cidadãos, levantados semanalmente pelo Portal aRede e pelo Jornal da Manhã, com a divulgação em formato de vídeo e/ou artigo.

Conheça mais detalhes dos membros do 'Conselho da Comunidade' acessando outras notícias sobre o projeto.

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