Prefeitos da região defendem obras e melhorias na Rodovia Transbrasiliana | aRede
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Prefeitos da região defendem obras e melhorias na Rodovia Transbrasiliana

Prefeitos apontam desafios e necessidades de melhorias da Transbrasiliana, como investimentos em infraestrutura, contornos rodoviários e segurança viária

Trecho urbano da BR-153, em Irati
Trecho urbano da BR-153, em Irati -

Sara Dalzotto

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A necessidade de melhorias na BR-153, conhecida como Rodovia Transbrasiliana, no trecho da região Centro-Sul do Paraná entre Imbituva e Paulo Frontin, mobiliza prefeituras e representantes do setor produtivo. Entre as principais reivindicações estão a construção de contornos rodoviários, a ampliação da capacidade de tráfego e intervenções para aumentar a segurança de motoristas e pedestres.

A rodovia exerce papel estratégico para o deslocamento da população e para o transporte da produção regional, passando por municípios como Imbituva, Irati, Rebouças, Rio Azul e Mallet e seguindo em direção à região de União da Vitória. Nesse cenário, os municípios apontam desafios relacionados às condições da infraestrutura, ao fluxo de veículos pesados e aos riscos de acidentes.

Em Imbituva, a travessia urbana da BR-153 está entre os principais desafios de infraestrutura. A rodovia passa pela área central do município, onde o tráfego rodoviário divide espaço com o trânsito local.

Segundo o prefeito Bertoldo Rover, mais de 200 veículos pesados circulam diariamente pela região central. O fluxo, conforme o gestor, sobrecarrega as vias municipais paralelas e os acessos à rodovia, gerando despesas adicionais com manutenção para a Prefeitura. “A travessia urbana da BR-153 é hoje um dos maiores gargalos estruturais de Imbituva, pois a rodovia corta diretamente o coração do município e o centro urbano”, afirma Rover.

O prefeito também relaciona o volume de veículos pesados aos riscos para a população e aos impactos na economia local. De acordo com ele, a circulação compromete a segurança de pedestres e motoristas, além de encarecer a logística e afetar o comércio.

Diante desse cenário, Rover defende a construção do contorno rodoviário, uma reivindicação histórica, que segundo ele, se estende por mais de 40 anos. “A obra considerada prioridade absoluta é a construção do contorno rodoviário, medida indispensável para retirar o tráfego pesado de dentro do perímetro urbano e devolver a segurança, a fluidez e o desenvolvimento econômico ao centro de Imbituva”, destaca.

Mallet encaminha reivindicações ao DNIT

Em Mallet, a mobilização por melhorias na BR-153 chegou ao Legislativo municipal. Um requerimento solicitando intervenções na rodovia foi apresentado à Câmara de Vereadores e posteriormente protocolado junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Brasília.

A iniciativa busca ampliar o diálogo com autoridades estaduais e federais e reforçar a necessidade de investimentos no trecho. Entre os argumentos apresentados pelo município estão a segurança viária, a importância logística da rodovia e os impactos das condições da pista sobre a atividade econômica regional.

Conforme os dados apresentados pela Prefeitura de Mallet, entre 2016 e 2026 foram registrados 978 acidentes, com 98 mortes e mais de mil pessoas feridas no trecho analisado. “Os números mostram que a situação exige atenção não apenas pelo impacto logístico e econômico, mas principalmente pela preservação de vidas”, diz o prefeito do município, Pedro Kowalczyk.

Segundo o prefeito, a BR-153 tem papel importante no acesso a serviços essenciais. “Irati concentra atendimentos hospitalares de referência e instituições de ensino superior e técnico, como Unicentro, IFPR e Centro Universitário Campo Real, fazendo com que estudantes, profissionais e pacientes de vários municípios dependam diariamente da rodovia”, destaca.

No setor produtivo, o corredor rodoviário atende empresas de segmentos como madeira, papel e celulose, alimentos, embalagens, cerâmica, calçados e metalurgia. “As condições da rodovia impactam diretamente os custos de transporte, a competitividade regional e a atração de novos investimentos”, acrescenta Kowalczyk.

Contornos e melhorias estão entre as prioridades

Entre as principais reivindicações apresentadas na mobilização regional estão o avanço dos projetos dos contornos rodoviários de Irati e Imbituva, a ampliação da capacidade da BR-153 e a implantação de acostamentos e faixas adicionais.

Também estão entre as demandas melhorias em trevos e acessos, conservação da pista, sinalização, manutenção do pavimento e limpeza dos sistemas de drenagem.

A mobilização busca reunir municípios, empresários e entidades da sociedade civil em torno da pauta. No final de setembro, representantes das maiores indústrias da região Centro-Sul do Paraná, Cacesul, Amcespar, Instituto Federal do Paraná (IFPR) e Associação Comercial e Empresarial de Irati (ACIAI) se reuniram para discutir os principais desafios da BR-153.

A articulação pretende fortalecer as reivindicações junto aos órgãos responsáveis pela rodovia e avançar na discussão sobre as intervenções necessárias.

Leia o resumo da notícia

Mobilização regional por segurança e logística: Prefeituras, setor produtivo e entidades do Centro-Sul do Paraná articulam cobranças ao DNIT por melhorias urgentes na BR-153 (Rodovia Transbrasiliana), destacando sua importância para o transporte industrial, o fluxo de estudantes e o acesso a serviços de saúde em municípios como Imbituva, Irati, Rebouças, Rio Azul e Mallet.

Gargalo urbano de 40 anos em Imbituva: O prefeito Bertoldo Rover defende como prioridade absoluta a construção do contorno rodoviário para retirar mais de 200 veículos pesados por dia do centro da cidade, o que hoje sobrecarrega vias locais, encarece a logística municipal e coloca pedestres e motoristas em risco constante.

Dados alarmantes de acidentes e pauta de reivindicações: Em Mallet, levantamento apresentado pelo prefeito Pedro Kowalczyk ao DNIT aponta 978 acidentes, 98 mortes e mais de mil feridos na rodovia de 2016 a 2026; a pauta regional exige contornos em Irati e Imbituva, acostamentos, faixas adicionais, manutenção do pavimento e melhorias em acessos e sinalização.

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