Rio Iapó recua para 5,68 m, mas Castro mantém ações de prevenção após chuvas
Famílias afetadas já retornaram para casa; Defesa Civil segue com limpeza, recuperação de estradas e monitoramento do nível do rio

O nível do Rio Iapó segue em queda em Castro após as chuvas que resultaram em alagamentos no município nas últimas semanas. A última medição disponível, realizada às 13h de domingo (21), apontou 5,68 metros, com tendência de baixa, segundo a Defesa Civil Municipal.
O rio chegou a 7,23 metros no pico da cheia, em 13 de setembro. Na sexta-feira (18), a medição era de 6,27 metros.
Apesar da redução do nível, as equipes municipais continuam atuando nas áreas atingidas. O trabalho inclui limpeza, retirada de entulhos, desobstrução de sistemas de drenagem e recuperação de estradas, pontes e acessos.
O levantamento preliminar realizado pela Defesa Civil do município aponta 27 imóveis residenciais danificados pelas enxurradas e alagamentos. As famílias afetadas continuam sendo acompanhadas pela área social, mas já retornaram para suas residências.
Defesa Civil mantém ações de prevenção
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Castro, Edmir Kirchof, as equipes continuam trabalhando nos pontos afetados pelas chuvas.
Entre as ações estão a retirada de materiais acumulados, limpeza de áreas atingidas, desobstrução de drenagens e recuperação de estruturas afetadas pela elevação do nível da água. O monitoramento do Rio Iapó também continua sendo realizado, mesmo com a redução do nível.
Uma das questões relacionadas à recuperação após as enchentes é o desassoreamento. Segundo Kirchof, não há, neste momento, uma obra geral de dragagem de todo o Rio Iapó. Existe, porém, um processo específico relacionado aos Parques Lacustres I e II, em articulação com o Instituto Água e Terra (IAT). “Sobre desassoreamento, há processo específico para os Parques Lacustres I e II. Mas não há, no momento, obra geral de dragagem de todo o Rio Iapó”, conta.
Em junho, o IAT autorizou a execução dos serviços de limpeza e desassoreamento do Parque Lacustre I e limpeza superficial do Parque Lacustre II. A medida tem como objetivo retirar sedimentos acumulados nos lagos e contribuir para a drenagem dos espaços.
Prejuízos somam R$ 2,2 milhões para recuperação
Os danos em imóveis privados foram estimados em R$ 228,3 mil. O valor integra o levantamento preliminar dos custos estimados para a recuperação da cidade após o evento climático.
Ao todo, a Prefeitura de Castro e a Defesa Civil estimam R$ 2.259.064,80 em prejuízos, considerando os danos registrados e as despesas relacionadas às ações de resposta. A maior parcela está relacionada à infraestrutura rural e urbana, com R$ 927,5 mil, incluindo recuperação de pontes, desobstrução de estradas rurais e restauração de sistemas de drenagem.
Outros R$ 640 mil correspondem a despesas operacionais e emergenciais, como combustível para maquinário, horas extras das equipes, locação de equipamentos, materiais, alimentação e EPIs.
A limpeza urbana e a sanitização representam R$ 380 mil, incluindo retirada de barro e entulhos, lavagem e desobstrução de vias e limpeza de equipamentos e espaços públicos. Também foram estimados R$ 83,3 mil em danos a edificações públicas, incluindo unidades de ensino e a Farmácia Básica Jeová Ribeiro.
Com informações de Assessoria de Imprensa.
Leia o resumo da notícia
Recuo do Rio Iapó e Retorno das Famílias: O nível do Rio Iapó baixou para 5,68 metros após atingir o pico de 7,23 metros em meados de setembro; as famílias das 27 residências atingidas pelas enxurradas já retornaram para suas casas e seguem assistidas pela área social.
Ações de Limpeza e Infraestrutura: A Defesa Civil mantém o monitoramento do rio e atua na limpeza de entulhos, desobstrução de sistemas de drenagem e recuperação de estradas e pontes; sobre desassoreamento, há um processo específico para os Parques Lacustres I e II com o IAT, mas sem obra geral de dragagem do rio.
Prejuízos de R$ 2,2 Milhões: Os custos totais de recuperação estão estimados em R$ 2,25 milhões, divididos principalmente entre obras de infraestrutura urbana e rural (R$ 927,5 mil), despesas operacionais emergenciais (R$ 640 mil), limpeza e sanitização urbana (R$ 380 mil) e danos em imóveis privados (R$ 228,3 mil) e públicos (R$ 83,3 mil).



