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Castro cobra reabertura de 10 leitos de UTI do Hospital Anna Fiorillo

Município afirma ter repassado R$ 19,7 milhões ao Instituto Moriah desde 2025 e exige cumprimento das adequações para retomada do serviço

Hospital Anna Fiorillo Menarim está com dez leitos da UTI interditados pela Vigilância Sanitária
Hospital Anna Fiorillo Menarim está com dez leitos da UTI interditados pela Vigilância Sanitária -

Publicado por Lucas Veloso

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A Prefeitura de Castro está cobrando do Instituto Moriah a retomada imediata dos dez leitos da UTI do Hospital Anna Fiorillo Menarim, interditados provisoriamente pela Vigilância Sanitária após vistoria realizada em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde. O Município exige que a concessionária cumpra as adequações determinadas pelos órgãos de fiscalização e adote as medidas necessárias para que a unidade volte a funcionar com segurança.

“A responsabilidade pela manutenção da estrutura, dos equipamentos e pela operação do hospital é do Instituto Moriah. A Prefeitura está fiscalizando, cobrando providências e fazendo o que estiver ao seu alcance para que a UTI seja reaberta o mais rápido possível”, afirma o secretário municipal de Saúde, Matilvani Moreira.

A posição da Prefeitura está baseada nas obrigações previstas no Contrato de Concessão nº 313/2022, que atribui ao Instituto Moriah a gestão do hospital e a responsabilidade pela conservação do imóvel e pela manutenção preventiva e corretiva da estrutura hospitalar. O contrato foi assinado durante o governo anterior.

Desde janeiro de 2025, a Prefeitura já repassou R$ 19,7 milhões ao Instituto Moriah e mantém uma comissão responsável por acompanhar a execução do contrato e verificar o cumprimento das obrigações da concessionária. A fiscalização vem registrando e acompanhando ocorrências relacionadas ao funcionamento do hospital, entre elas a indisponibilidade do equipamento de tomografia, notificações da Vigilância Sanitária e, mais recentemente, a interdição provisória da UTI.

Para o Município, a interdição reforça a necessidade de que o Instituto Moriah cumpra as exigências dos órgãos de fiscalização e apresente uma solução rápida para a retomada dos leitos. “A Prefeitura está cumprindo suas obrigações financeiras e de fiscalização. O que estamos cobrando agora é que o Instituto Moriah cumpra a parte que lhe cabe e resolva as pendências que impedem o funcionamento da UTI”, afirma Matilvani.

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Prefeitura cria alternativas para atender pacientes

Apesar de o contrato atribuir à concessionária a manutenção da estrutura, a Prefeitura também está buscando alternativas para resolver problemas que afetam diretamente o funcionamento do hospital.

Um dos exemplos é a substituição da rede elétrica. Embora a obra esteja relacionada à manutenção da estrutura hospitalar, responsabilidade prevista no contrato para o Instituto Moriah, o Município buscou autorização jurídica e legislativa para viabilizar a intervenção.

A medida, segundo a Prefeitura, demonstra que a cobrança ao Instituto Moriah não impede o Município de agir para evitar que problemas estruturais prejudiquem a população. “Não vamos ficar apenas apontando responsabilidades. Estamos cobrando quem deve fazer, mas também estamos buscando meios legais para ajudar a resolver o que for necessário. O que não podemos admitir é que a população seja prejudicada”, afirma o secretário.

Outro recurso que pode contribuir para a retomada dos serviços é o repasse de R$ 2 milhões do Governo do Estado ao Instituto Moriah para a aquisição de equipamentos destinados ao hospital.

A Prefeitura cobra que os recursos sejam utilizados com agilidade para atender às necessidades da unidade e contribuir para a recomposição da estrutura da UTI.

Enquanto a UTI permanece interditada, os pacientes que necessitam de terapia intensiva são regulados pelo SUS e encaminhados para hospitais de referência da região.

A Secretaria Municipal de Saúde acompanha a situação e mantém a regulação dos pacientes para garantir a continuidade da assistência. “Estamos tratando de uma estrutura essencial para a saúde da população. A Prefeitura tem feito sua parte, mas a concessionária precisa cumprir suas obrigações. Nossa cobrança é para que os problemas sejam resolvidos e a UTI volte a funcionar com segurança o quanto antes”, conclui Matilvani Moreira.

Confira um resumo da notícia:

Prefeitura cobra retomada da UTI: Município de Castro exige que o Instituto Moriah cumpra as adequações determinadas pela Vigilância Sanitária para reabrir os 10 leitos de UTI do Hospital Anna Fiorillo Menarim.

Município aponta responsabilidades: A Prefeitura afirma que já repassou R$ 19,7 milhões ao Instituto Moriah desde janeiro de 2025 e que o contrato atribui à concessionária a manutenção da estrutura e dos equipamentos do hospital.

Alternativas para os pacientes: Enquanto a UTI permanece interditada, pacientes que precisam de terapia intensiva são encaminhados pelo SUS para hospitais da região. A Prefeitura também busca soluções para problemas estruturais e cobra a utilização de R$ 2 milhões repassados pelo Estado para aquisição de equipamentos.

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