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VBP da soja alcança R$ 8 bi e Tibagi se torna líder na produção estadual

Grão é o produto do agronegócio que mais gera riquezas em 26 das 31 cidades da região dos Campos Gerais. Tibagi supera Cascavel e se torna a cidade que mais produz soja no Paraná, com 379,5 mil toneladas colhidas no município

Produção de soja correspondeu a 32,5% de todo o VBP dos municípios da região dos Campos Gerais
Produção de soja correspondeu a 32,5% de todo o VBP dos municípios da região dos Campos Gerais -

Fernando Rogala

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Como o próprio nome da região sugere, Campos Gerais se caracteriza pelos amplos campos limpos e capões isolados de floresta. Esses campos do segundo planalto paranaense, hoje, são ocupados em sua maior parte para a produção agrícola, sendo a soja o produto preferido dos produtores rurais. A prova é de que dos pouco mais de 650 mil hectares plantados na última safra de verão nos municípios do núcleo regional do Deral em Ponta Grossa, 543 mil hectares foram preenchidos com soja, valor que corresponde a 83,4% do total regional.

Toda essa produção fez com que a parte mais representativa do Valor Bruto de Produção (VBP) dos municípios da região fosse originária do grão. Dos R$ 24,92 bilhões em riquezas geradas nos campos da região (31 municípios) em todos os setores da produção primária em 2021 (agricultura, pecuária, silvicultura, extração vegetal, horticultura, frutas, entre outros), um total de R$ 8,12 bilhões foram gerados somente pela soja, o que corresponde a 32,57% de todo o VBP regional. Ou seja: somente o grão gerou quase um terço da movimentação financeira do agronegócio dos Campos Gerais.

A expertise regional fez justamente com que um dos municípios dos Campos Gerais alcançasse a liderança estadual na produção de soja. Tibagi superou Cascavel para ser o maior produtor paranaense do grão na safra 2020/21. Em uma área plantada de 96,5 mil hectares na primeira safra foram colhidas 371,5 mil toneladas do grão, resultando em um VBP de R$ 960,26 milhões. Como o município faz uma segunda safra, mais 3,2 mil hectares foram plantados na sequência, rendendo uma produção de 8 mil toneladas e mais R$ 20,74 milhões ao VBP, totalizando uma produção de 379,5 mil toneladas e um VBP de R$ 981 milhões. Cascavel ocupou uma área maior, de 102,35 mil hectares, mas colheu 367,7 mil toneladas, totalizando um VBP de R$ 950,49 milhões.

O prefeito de Tibagi, Artur Butina, credita o resultado à tecnologia, trabalho dos produtores e investimento nas áreas. “Não temos as melhores terras do Estado, como Cascavel, mas temos um trabalho duro dos nossos produtores com novas variedades e experimentos”, resume. O fato de se tornar o maior produtor do estado é uma grande satisfação para o município, informou Butina. “Principalmente porque a nossa receita é essencialmente agrícola. Cerca de 65% de toda a receita de Tibagi é oriunda da agropecuária em geral. Saber que somos o maior produtor de soja do Paraná vem de encontro com aquilo que trabalhamos: expectativa, incentivo e a busca de oportunidades que chegam aqui e em todo os Campos Gerais”, declara.

DESTAQUE

Depois de Tibagi, Ponta Grossa se destaca como a segunda cidade da região que mais produziu o grão, na quarta colocação estadual, com 71,9 mil hectares plantados, resultando em uma colheita de 273,77 mil toneladas nas duas safras. Em valor produzido de soja relativo à produção municipal, o maior percentual é justamente de Ponta Grossa, onde o grão gerou R$ 707,64 milhões em riquezas, o que corresponde a 57% de todo o VBP municipal, que somou R$ 1,24 bilhão. Já Castro foi a terceira da região e a quinta estadual, com R$ 627,34 milhões oriundos da soja (64,5 mil hectares e uma produção de 242,7 mil toneladas), que foi o segundo principal produto, com participação de 18,1% no VBP municipal.

DEZ ENTRE AS MAIORES

Das 30 cidades com maior Valor Bruto de Produção de soja do Paraná, nove são dos Campos Gerais – e o detalhe é que a 31ª cidade que mais produziu o grão também é dos Campos Gerais. Entre os 31 municípios dos Campos Gerais, em 25 deles a soja foi líder no VBP municipal. As exceções ficaram com Carambeí e Castro, em que lidera o leite; Inácio Martins e Telêmaco Borba, que têm na produção de madeira a maior geração de riquezas; e em Guamiranga e São João do Triunfo, onde o fumo lidera as riquezas no campo.

Cultivar é preferido por apresentar vantagens

A principal aposta na soja decorre das muitas vantagens competitivas, comparadas às demais culturas. É um produto caracterizado pela solidez no mercado internacional, menos suscetível a intempéries climáticas, e, portanto, menos arriscada, trazendo maior garantia de rentabilidade ao produtor. Além disso, é um setor que recebe grandes investimentos por parte das grandes empresas que produzem as sementes, garantindo maior produtividade e maior resistência.

Gustavo Ribas Netto, presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa e presidente do Núcleo dos Sindicatos Rurais dos Campos Gerais, reforça outros motivos pelos quais a região se destaca na produção, tendo alta produtividade, sempre acima da média estadual e nacional. “A região de Ponta Grossa é o berço do plantio direto. Temos muitas cooperativas que auxiliam no fomento, para os produtores aumentarem as áreas em utilização. E com a tecnologia de desenvolvimento de variedade, o plantio direto, que passou por etapas e vem melhorando, conseguimos plantar mais em áreas que não plantamos. Então viemos de uma área ligada à pecuária de corte do tropeirismo e isso foi perdendo espaço para a agricultura”, reforça, destacando ainda a logística favorável, com a proximidade do porto para a exportação.

Imagem ilustrativa da imagem VBP da soja alcança R$ 8 bi e Tibagi se torna líder na produção estadual
 
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