Municípios da Amcespar pedem socorro ao Governo do Estado
Prefeitos participaram de reunião com o secretário estadual de saúde, Beto Preto, nesta quinta-feira (27). Cidades atravessam momento mais grave da pandemia

Prefeitos participaram de reunião com o secretário estadual de saúde, Beto Preto, nesta quinta-feira (27). Cidades atravessam momento mais grave da pandemia
Os prefeitos da região Centro-Sul do Paraná realizaram, nesta quinta-feira (27), uma reunião com o secretário estadual de saúde, Beto Preto, para debater medidas de combate à Covid-19. Os gestores municipais solicitaram uma atenção especial do governo para a região, que passa pela pior crise de saúde desde o início da pandemia, com aumento significativo nos índices de contaminação pelo coronavírus.
Gestores dos municípios que compõem a Associação dos Municípios Centro do Sul (Amcespar) relataram ao secretário a sobrecarga de ocupação na Santa Casa de Irati e em outros hospitais de referência da região. Uma das soluções apontadas e defendidas pelo prefeito de Imbituva, Celso Kubaski (Cidadania), foi a reabertura do hospital São João na cidade. “A situação é muito triste. A Santa Casa está atendendo hoje 10 municípios. Então, se o governo puder ajudar a Santa Casa de Irati, estará atendendo toda a Amcespar”, afirmou o prefeito de Irati, Jorge Derbli (PSDB).
O pedido por uma intervenção maior do estado na região Centro-Sul foi reforçado por Junior Benato (PSD), prefeito de Inácio Martins e presidente da associação. “Até agora, conseguimos fazer o máximo com nosso esforço. Mas agora precisamos de uma intervenção maior para nossos hospitais de referência”, pediu o gestor.
O secretário Beto Preto se dispôs a auxiliar a região, mas ponderou que a situação da área da saúde é crítica em todo o Estado. Segundo ele, 700 pessoas aguardam um leito de UTI para tratamento da Covid-19 atualmente. Ele também pontuou a luta por medicamentos para intubação e de profissionais de saúde para trabalhar na linha de frente. Os estoques de medicamentos no Estado estão acabando.
“Hoje, temos 1930 leitos de UTI no Estado do Paraná. E mesmo que a gente consiga abrir mais leitos, vai faltar medicação e vai faltar profissionais para trabalhar. A situação é gravíssima. Este é o momento mais dramático na gestão da crise aqui no Paraná”, disse. Beto Preto sugeriu a aplicação de medidas restritivas mais rígidas, tendo como base o novo decreto “guarda-chuva” do Governo do Paraná, para evitar aglomerações e, como consequência, o contágio pelo vírus.
Com informações da Assessoria de Imprensa





















