Campos Gerais gera quase 3,4 mil vagas de emprego | aRede
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Campos Gerais gera quase 3,4 mil vagas de emprego

Oportunidades novas foram criadas entre os meses de janeiro e outubro deste ano em 19 cidades da região

O setor que mais criou vagas entre setembro e outubro foi o de serviços, seguido pelo comércio. A indústria gerou 264 vagas
O setor que mais criou vagas entre setembro e outubro foi o de serviços, seguido pelo comércio. A indústria gerou 264 vagas -

Fernando Rogala

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Oportunidades novas foram criadas entre os meses de janeiro e outubro deste ano em 19 cidades da região 

Setembro e outubro estão entre os três melhores meses do ano na geração de emprego na região dos Campos Gerais. Somados os saldos nesse ‘bimestre’, foram exatos 1.609 postos de trabalho criados junto aos 19 municípios da região. Os números foram revelados na última semana, no estudo feito pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp), órgão ligado à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com base nos números revelados pelo Ministério do Trabalho, junto aos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A análise foi feita pela professora doutora Augusta Pelinski Raiher, docente do Departamento de Economia.

Desse total, Ponta Grossa foi o que teve o maior saldo, com a criação de 820 novos postos de trabalho no período. Na sequência, os municípios que mais criaram oportunidades foram Castro (214) e Telêmaco Borba (208). Também com mais de 100 novos postos gerados estão Arapoti (143) e Jaguariaíva (133). Dos 19 municípios listados no levantamento no Nerepp, apenas seis deles mais fecharam vagas do que abriram. Os que mais extinguiram postos de trabalho foram Sengés (-64) e São João do Triunfo (-48). Os outros municípios perderam menos de 30. “Esses municípios, juntos, destruíram um total de 205 vagas. Destaque deve ser dado ao Município de Ponta Grossa, que gerou sozinho 51% de todas as vagas criadas, ou seja, 820 novos empregos”, explica. 

Ao detalhar mensalmente, observa-se houve um saldo de 812 vagas de emprego em setembro e outras 797 em outubro. Já na comparação anual, como observa a professora Augusta, a evolução desses dois últimos meses 2018 fez com que o saldo fosse recuperado e ficasse muito próximo do acumulado no mesmo período em 2017. “A região gerou 3285 empregos entre janeiro e outubro de 2017, e em 2018 gerou um saldo igual a 3387. Se essa tendência prosseguir, os municípios dos Campos Gerais possivelmente terão um dinamismo superior ao observado em 2017, o que é extremamente positivo para a região”, destaca.

Somente construção perdeu vagas

Entre os setores, o de maior destaque na região no bimestre foi o de serviços, com 694 oportunidades criadas, seguido pelo comércio, com 449. Na sequência aparecem, praticamente empatadas, a agropecuária, com 265 postos, e a indústria, com 264. O único a fechar foi a construção civil, que perdeu 64 vagas. “O setor industrial é crucial, dado que mostra rendimentos crescentes de escala, apresentando um efeito multiplicador muito importante, em virtude dos seus encadeamentos”, informa Augusta.

Maior taxa de vagas perdidas está entre os com mais de 50 anos

Com relação à faixa etária da movimentação dos empregados e desempregados, os que mais adentraram no mercado foram os jovens entre 18 e 24 anos, com a criação de 1024 vagas. Por outro lado, o maior número de demitidos está entre os com 50 e 64 anos, com 124 vagas perdidas. “Essa faixa etária já veio perdendo vagas durante os meses anteriores de 2018, em que, entre janeiro a agosto já haviam perdido 926 vagas, ampliando para 1.050 empregos perdidos entre janeiro e outubro de 2018. Isso é preocupante especialmente porque essa faixa etária é uma das mais difíceis de serem recolocadas no mercado”, alerta a docente. O levantamento mostra que também houve uma redução de 31 postos de trabalho entre os com 65 anos ou mais.

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