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Arrecadação de ICMS da região soma R$ 750 mi

Valor obtido junto aos 22 municípios da região é o maior da história, em termos nominais, para o período

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Fernando Rogala

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A região dos Campos Gerais acumula, até agosto, um valor recorde, em termos nominais, da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nestes oito meses, foram recolhidos, junto às empresas dos 22 municípios abrangidos pela Delegacia Regional da Receita Estadual em Ponta Grossa (3ª DDR), exatos R$ 750 milhões, montante 13,5% superior aos R$ 660 milhões acumulados no mesmo período em 2017. Mesmo na comparação com 2016, ano em que foi registrada a maior arrecadação da história na região, o valor está R$ 12 milhões superior (R$ 738 milhões). 

Odair de Paula Bomfim, delegado da Receita Estadual na região, informa que esse crescimento não se deve a algo mais específico, mas uma reação de modo geral. “Na verdade, no mês de julho, tivemos uma empresa que recolheu um parcelamento com valor mais alto. Mas as demais empresas tiveram um recolhimento superior, que alavancaram a arrecadação, de maneira mais pulverizada”, destaca. Por esse recolhimento extra em julho, o valor arrecadado em julho foi de R$ 108,8 milhões, o maior do ano, superando os R$ 105 milhões registrados em janeiro.

O município de Ponta Grossa corresponde à maior parte da arrecadação da região. No total, 71,1% do valor obtido foi no maior município dos Campos Gerais, somando R$ 534 milhões. Esse valor em Ponta Grossa é 7,93% na comparação com os R$ 494,7 milhões registrados no mesmo período no ano passado. No âmbito de Ponta Grossa, a arrecadação de julho chegou aos mesmos R$ 79,4 milhões registrados em janeiro. “Em Ponta Grossa houve um incremento, mas houve um crescimento maior de várias empresas da região como um todo”, complementa.

Como explica o delegado, o setor mais forte na região, que domina a arrecadação é o da produção de bebidas. Na sequência aparece o da produção de papel, seguida depois por indústrias do ramo madeireiro. “As cooperativas também se destacam”, acrescenta Bomfim. A indústria é a principal recolhedora nos Campos Gerais. “A indústria produz bastante, e tem o setor do transporte que é muito forte. O comércio tem uma representatividade menor”, conclui Bomfim.

Cervejeiras lideram ranking

Entre as indústrias, a que aparece no topo é a Heineken. Ela é seguida por outra cervejeira, a Ambev. Porém, a Ambev possui o sistema logístico, das distribuidoras, com registro em separado, e esta, a CRBS, ficou na quarta colocação no pagamento de impostos. Caso somada a cervejaria com a distribuidora, a Ambev iria para a ponta da tabela. Na terceira colocação, aparece outra empresa, de Ponta Grossa, a Tetra Pak, que produz embalagens. Já na quinta, aparece a Klabin, que possui unidades em Telêmaco Borba e Ortigueira.

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