Bancários aprovam proposta da campanha salarial 2018
Assembleias foram realizadas na manhã desta quinta-feira. Bancários de todos os segmentos aprovaram as propostas

Bancários que atuam na região dos Campos Gerais aprovaram em assembleias, na manhã desta quinta-feira (30), as propostas feita pelos banqueiros. No total, foram realizadas três assembleias, cada uma delas em um local diferente: dos de bancos privados às 8h30 na sede do sindicato; do Banco do Brasil no Sindicato dos Metalúrgicos às 9h e da Caixa Econômica Federal no estacionamento da agência Francisco Ribas às 9h30. A proposta avaliada foi a de um reajuste salarial de 5%, que contempla, além da reposição inflacionária projetada de 3,78%, um aumento real de 1,22%. Foi também acertado o aumento para 2019, da reposição da inflação e alta real de 1%.
Gilberto Leite, presidente do Sindicato dos Bancários de Ponta Grossa e região, participou de todas as negociações em São Paulo. Ele explica que foram 10 rodadas de negociações até que conseguissem chegar a essa proposta final. “Através de muitas discussões, e diante da ameaça da reforma trabalhista, e do fim da ultraatividade (manutenção dos direitos até que novo acordo seja assinado), os bancários conseguiram manter suas conquistas e direitos – ainda mais diante desse cenário totalmente adverso dos trabalhadores, onde mais de 30% das categorias ainda estão com as negociações salariais pendentes”, relata.
O sindicalista explica alguns pontos abordados e benefícios ampliados ou mantidos, como o pagamento da primeira parcela do PLR até o dia 20 de setembro, aumento de 15 para 30 minutos o intervalo de almoço aos bancários que cumprem seis horas por dia. Aos funcionários da Caixa há a manutenção da PLR Social e da Saúde Caixa, e do Banco do Brasil têm a clausula das três avaliações negativas para ser desconvencionados. Ainda assim, a aprovação não foi por unanimidade entre os funcionários dos bancos públicos. “Apesar das propostas serem aprovadas, os bancários questionaram muitos pontos apresentados”, resume. “Mas os bancários estão de parabéns pela forma democrática que participaram da avaliação das propostas”, conclui.





















