Cooperativa propõe rota de trem entre PG e Palmeira
Projeto com finalidade turística, educativa e cultural, busca manter viva a história das ferrovias da região

A proposta ousada é da Cooperativa dos Ferroviários (Coofepasc). A empresa, com sede em Porto União (Santa Catarina) e liderada por Lourenço Veiga, fez uma visita ao deputado estadual Péricles Holleben de Mello recentemente, que externou o interesse do grupo por meio das redes sociais. O projeto, com finalidade turística, educativa e cultural, pretende criar uma rota de trem entre Ponta Grossa e a cidade de Palmeira.
Para que tudo possa sair como o planejado, a Cooperativa deverá participar da licitação para restauro da “Maria Fumaça” instalada no Parque Ambiental de Ponta Grossa, nas proximidades da Casa da Memória – antiga estação de trem do município. A locomotiva a vapor número 250 sofre com a ação do tempo e do vandalismo.
Símbolo do progresso, a máquina foi idealizada pelo engenheiro Ewaldo Krüger, que adaptou peças de uma locomotiva Mikado 2-8-2. Com a morte de Ewaldo em 1936, seu filho, Germano Krüger, finalizou o projeto quatro anos mais tarde. A “250” foi construída, com exceção da caldeira, nas oficinas da antiga Rede Ferroviária ponta-grossense.
Restaurada a história, o grupo buscará colocar a “Maria Fumaça” novamente em funcionamento. Mirando na promoção dos Campos Gerais e no reflexo direto na geração de emprego e renda para a região, a Cooperativa irá trabalhar para que a máquina percorra um trajeto com início no trecho ferroviário de Uvaranas e a Estação de Palmeira, resgatando ainda o vagão histórico que pertence ao município vizinho para compor o trem.
Um projeto semelhante vem sendo colocado em prática pelo grupo em Londrina. Em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Paraná e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a meta é fazer o retorno da “Maria Fumaça” do Museu do Ferroviário. O objetivo é também mostrar as futuras gerações a operação de uma autêntica ferrovia a vapor. O trem turístico percorrerá uma rota de 25 quilômetros entre as estações de Londrina e Ibiporã.
Convênio depende de assinaturas
Procurada, a Fundação de Cultura de Ponta Grossa afirmou que o trâmite para abertura do processo de licitação para restauro da “Maria Fumaça” do Parque Ambiental está na fase de assinatura do convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Paraná. Após assinado, a Prefeitura aguardará a liberação do recurso para fazer o encaminhamento do processo para a efetiva contratação de uma empresa que se encarregará do serviço.
Outros rumos
Em março deste ano, através de vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, garantiu que a locomotiva será restaurada ainda em 2017. Na publicação, ele ressaltou uma emenda do deputado Sandro Alex (PSD) de R$ 500 mil reais para o setor cultural da cidade, que contemplaria, entre outros pontos, a “Maria Fumaça”. No mesmo vídeo, Rangel comentou de uma possível mudança de local da máquina.





















