Região fecha 2016 com R$ 6,26 bi em exportações
Seguindo tendência inversa do mercado nacional, região elevou exportações e importações, resultando em alta de 2,6% no superavit da balança comercial

As exportações e importações caíram em todo o país em 2016, comparado com o ano passado. Enquanto nas vendas para outros países a retração foi de 3,09%, nas compras a baixa foi de 19,77%. A região dos Campos Gerais, por sua vez, traçou um caminho inverso, e os 23 municípios que realizam negócios com outros países elevaram o saldo da balança comercial, com a ampliação das exportações e importações. Somente em produtos enviados ao exterior, originários dos Campos Gerais, foi mais de R$ 6,26 bilhões (US$ 1,92 bilhão), valor que é 2,85% superior aos R$ 6,09 comercializados em 2015.
A elevação das exportações também foi praticamente proporcional às importações. Em produtos comprados do exterior, a região somou R$ 2,31 bilhões, contra R$ 2,24 bilhões, o que representa um incremento de 3,28%. Com isso, houve um aumento no saldo da balança comercial, fechando com uma alta de 2,6% no superávit, que passou de 3,85 bilhões para R$ 3,95 bilhões – ou seja, um incremento de R$ 100 milhões. A soma do total negociado com outros países (corrente, que representa a exportação acrescido da importação) atingiu R$ 8,58 bilhões (US$ 2,64 bi), contra R$ 8,33 bilhões em 2015 – alta de R$ 250 milhões.
Esse resultado teve impacto direto da fábrica de celulose da Klabin, em Ortigueira. Ao entrar em operação em março deste ano, a Unidade Puma foi responsável, sozinha, por quase 14% de todas as exportações originárias dos Campos Gerais (mais de R$ 840 milhões). A empresa fez com que a pequena cidade do norte da região, uma das lanternas no comércio exterior nos Campos Gerais, alcançasse a segunda colocação entre as maiores exportadoras, ficando atrás apenas de Ponta Grossa, superando, inclusive, Telêmaco Borba, sede da unidade Monte Alegre da Klabin, município que há muitos anos se destacava na segunda colocação regional.
Ponta Grossa, maior cidade dos Campos Gerais, fechou 2016 com R$ 3,64 bilhões em exportações, líder regional neste quesito, com mais de 58% do total enviado a outros países. O resultado é 2,66% inferior aos R$ 3,73 bilhões exportados em 2015. Ainda assim, se destaca na quinta posição das exportações estaduais e na 29ª no país. Se incluir as importações, possui o 24º melhor saldo da balança nacional, 3º maior superávit estadual, atrás apenas de Maringá e Paranaguá.
CELULOSE: Ortigueira lidera crescimento nas exportações
Entre os 26 municípios dos Campos Gerais, 23 mantiveram negócios com outros países. Destes, um iniciou a exportação neste ano, em dezembro mais precisamente: foi Ipiranga, com a comercialização de produtos do setor madeireiro. A maior parte dos municípios, no entanto, reduziu as exportações e importações – e, consequentemente, o saldo. Apesar de 20 fecharem 2016 com superavit (apenas Arapoti, Carambeí e Porto Amazonas fecharam com mais importações do que exportações), apenas oito elevaram as exportações e 10 o saldo da balança comercial. O maior crescimento nas exportações foi de Ortigueira, seguida por Ivaí e Curiúva. Por outro lado, as maiores retrações nas exportações foram de Castro, Porto Amazonas e Telêmaco Borba.
AGRONEGÓCIO: Soja mantém destaque regional
Embora a região dos Campos Gerais se destaque pela variedade industrial, com a atuação de empresas de muitos setores que exportam e importam, o complexo soja, com o polo moageiro em Ponta Grossa, mantém a liderança. São mais de R$ 2,6 bilhões entre soja em grãos, óleo e resíduos resultados da extração do óleo. Outros produtos de grande relevância são a celulose e os papéis e cartões produzidos pela Klabin. A Tetra Pak também se destaca em Ponta Grossa, logo atrás do complexo soja.





















