Região tem 3,3 mil contribuintes na malha fina
Crescimento no número de contribuintes na malha fina é de 42% em relação aos 2,3 mil no mesmo período em 2015
Quase 3,4 mil contribuintes da região podem cair nas garras do leão. A delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa divulgou, nesta quinta-feira, que 3.384 contribuintes estão com algum tipo de pendência ou divergência em sua declaração de Imposto de Renda Pessoa Física IRPF. Quem não fazer a devida retificação e for constatado que o contribuinte tentou algum tipo de fraude para enganar a Receita, terá de pagar o imposto devido e, além disso, terá uma multa que pode chegar a até 225% sobre o valor do imposto lançado.
Em relação ao ano passado, houve um grande aumento no número de pessoas que caíram em malha, da ordem de 42,1% - até o dia 6 de dezembro de 2015, 2.381 contribuintes da região estavam em malha fiscal. Em partes, o delegado adjunto da Receita na região, Demetrius de Moura Soares, atribui ao aumento no número de contribuintes neste ano, de 173.764 para 179.674. “Com o aumento no número de declarações, isso ocorre naturalmente. Mas, no mais, o que posso dizer é que os critérios utilizados para a seleção de declarações em malha variam de um ano para o outro. Teoricamente, o fisco pode convocar o contribuinte para prestar esclarecimentos sobre as declarações de cinco anos. Nestes mecanismos, a inclusão e exclusão da malha variam de ano para ano”, informa.
A maior parte dos contribuintes que estão em malha (2,5 mil, ou 75,5% do total) são os que apresentam impostos a restituir. Outros 2,9% se referem a contribuintes que não apresentam impostos a restituir ou a pagar, e há, ainda, 21,6% que têm imposto a pagar. Ou seja: nem mesmo quem já pagou impostos para a receita está livre da malha fina. Assim, o delegado recomenda a todos os contribuintes fazer essa consulta no site da Receita Federal. “É importante salientar que, mesmo o contribuinte que apurou, na declaração de ajuste, imposto a pagar, pode cair em malha. Então acessar o extrato da declaração, na página da Receita Federal, é interessante até para o contribuinte que não tem imposto a restituir”, informa.
Aos contribuintes não contemplados nos lotes de restituição, e que identificarem que realmente há alguma divergência nos dados informados, eles podem fazer a correção. Mas, se não concordar com a divergência apontada pela Receita no Extrato, deve esperar até o início do próximo ano para agendar o atendimento junto à receita, para apresentar os documentos cabíveis e provar que está certo.
Omissão é a principal causa
Entre os principais motivos pelos quais os contribuintes caíram em malha neste ano, o primeiro é a omissão de rendimentos do titular ou dependentes, com mais de 1,1 mil declarações com este tipo de ocorrência. Na segunda colocação, aparecem as divergências entre o IRRF informado na declaração e o informado em DIRF, que totaliza 743 declarações; seguido por problemas na declaração de despesas médicas, que totaliza 350 contribuintes com pendências.





















