Justiça cassa direitos políticos do ex-prefeito de Castro por oito anos
Moacyr Elias Fadel também recebeu uma multa de R$ 50 mil, mas afirma que disputará as eleições em outubro

Moacyr Elias Fadel também recebeu uma multa de R$ 50 mil, mas afirma que disputará as eleições em outubro
O ex-prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel, foi condenado pela justiça a pagar uma multa de R$ 300 mil e teve os direitos políticos cassados por oito anos. Mesmo diante da decisão, da qual cabe recurso, e tendo o nome incluído na lista dos inelegíveis do Tribunal Superior Eleitoral, Moacyr afirma que será candidato pelo PMDB à Prefeitura de Castro em outubro. A ação contra o ex-prefeito foi movida pelo Ministério Público.
De acordo com os advogados Fernando Madureira e Diony Conceição, representantes de Adolfo Rodrigues Neto, autor das denúncias contra Moacyr, informaram que o ex-prefeito integrava um esquema de corrupção envolvendo também uma empresa que prestava serviços no transporte coletivo. Adolfo ocupou o cargo de encarregado chefe entre 1994 e 2009 e afirmou em juízo ter entregue propina diretamente a Moacyr várias vezes.
Procurado pela reportagem, Moacyr desqualificou as acusações de Adolfo e afirmou que ele foi dispensado pela empresa por atitudes “questionáveis” no ambiente de trabalho. “Já estamos recorrendo da decisão da Justiça e isso não me impede de ser candidato em outubro”, afirmou o ex-prefeito. Fadel comandou o município entre 2009 e 2012 e crê que os responsáveis por sua defesa irão embargar a decisão da Justiça.
De acordo com o advogado Fernando Madureira, com base nas acusações de Adolfo, a Juíza da Vara Cível da Comarca de Castro, Ursula Boeng, julgou parcialmente procedente a Ação Civil Pública proposta pelo MP. Na sentença, a magistrada à Moacyr a prática de atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, além da suspensão dos direitos políticos pelos próximos oito anos. A juíza também prevê que Fadel pague uma multa de R$ 300 mil – cabe recurso da decisão.





















