UEPG insere cultivo de café para pesquisa e prática na Fazenda Escola | aRede
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UEPG insere cultivo de café para pesquisa e prática na Fazenda Escola

Iniciativa coordenada pelo curso de Agronomia leva cultura atípica dos Campos Gerais para a prática de alunos da graduação e pós-graduação

Acadêmicos e pesquisadores da UEPG realizam o manejo de mudas de café na Fazenda Escola Capão da Onça
Acadêmicos e pesquisadores da UEPG realizam o manejo de mudas de café na Fazenda Escola Capão da Onça -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os acadêmicos e pesquisadores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) contam com uma nova vivência prática na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon) por meio do plantio de café. Iniciado em setembro de 2026 a partir de uma doação de agricultores do Norte Pioneiro do Paraná, o projeto foi concretizado pela equipe da unidade em conjunto com o curso de Agronomia.

A professora Aline Vanessa Sauer coordenou a ação e destaca que a inserção da cultura representa uma oportunidade de aprendizado para os estudantes, considerando que o cultivo é pouco comum na região dos Campos Gerais. "O projeto possibilita que os estudantes conheçam uma nova realidade agrícola, acompanhem o desenvolvimento da cultura na prática e ampliem seus conhecimentos sobre diferentes possibilidades de produção, manejo e adaptação de culturas à nossa região", afirma a docente.

A iniciativa não está vinculada inicialmente a uma disciplina específica ou projeto de extensão, tendo surgido como uma proposta para diversificar as culturas já existentes na Fescon. "É importante que os acadêmicos conheçam a cultura no campo. Quando trazemos culturas que são atípicas na região, o foco não é a produção, mas permitir que os acadêmicos vejam e entendam os desafios: a nutrição, as doenças, pragas e a parte de manejo", explica o diretor da Fescon, professor Orcial Bortolotto, reforçando o papel da ação no enriquecimento da formação acadêmica.

A proposta também busca fortalecer as atividades da área de Fitopatologia e abrir campo para estudos sobre o surgimento, identificação, monitoramento e controle de doenças do cafeeiro nas condições de solo e clima locais. "O objetivo é transformar o cultivo em um ambiente de aprendizado e produção de conhecimento, incentivar a integração entre diferentes áreas, a formação acadêmica e o desenvolvimento de pesquisas científicas. Além disso, será possível promover a integração entre estudantes e pesquisadores de diferentes níveis de formação acadêmica, desde a graduação até a pós-graduação, incluindo mestrandos e doutorandos", acrescenta a professora Aline.

Para Matheus Marochi Ferreira Pinto, aluno do último ano de Agronomia e estagiário da Fescon, a oportunidade marcou o primeiro contato prático com a cultura. "Primeiro, fizemos um estudo para entender como deveria ser feita a implantação correta, a adubação, os cuidados no manejo para que ela sobrevivesse bem, mesmo não sendo uma cultura adaptada", relata o estudante, responsável por etapas como plantio e aplicação de protetor solar.

"É uma boa para o curso de Agronomia, porque temos o teórico dessas culturas, mas não conseguimos ver elas nas práticas. Com a implantação da cultura aqui na Fazenda Escola, isso fica mais próximo da gente", conclui Matheus.

As informações são da UEPG.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Nova cultura prática: A UEPG iniciou o plantio de café na Fazenda Escola Capão da Onça em setembro de 2026, fruto de doações do Norte Pioneiro do Paraná.

- Foco em ensino e pesquisa: Por ser uma cultura atípica nos Campos Gerais, o objetivo é estudar o manejo, pragas, doenças e a adaptação do cafeeiro ao clima local, integrando alunos da graduação e pós-graduação.

- Experiência em campo: Estudantes participaram do planejamento e implantação, aplicando na prática conteúdos acadêmicos que antes ficavam restritos à teoria.

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