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Manejo da umidade do trigo afeta qualidade e lucro da colheita

Regulagem da colhedora e cuidados no pós-colheita são decisivos para conter prejuízos e preservar a qualidade industrial do grão

Manejo correto da umidade do trigo durante a colheita é fundamental para evitar quebras, perdas no campo e danos à qualidade do grão
Manejo correto da umidade do trigo durante a colheita é fundamental para evitar quebras, perdas no campo e danos à qualidade do grão -

Publicado por Eduarda Gomes

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A umidade dos grãos é um dos principais fatores que determinam a qualidade do trigo na colheita e no armazenamento. A escolha do momento de colher, associada à regulagem das máquinas e ao processo de secagem, influencia diretamente as perdas no campo, os custos operacionais e a classificação comercial do produto.

Segundo o engenheiro agrônomo Ubirajara Fontoura, a colheita nas principais áreas produtoras de trigo da Região Sul do Brasil ocorre entre agosto e dezembro, período em que a ocorrência de chuvas e as variações de temperatura podem dificultar a retirada dos grãos no ponto adequado.

Quando o trigo é colhido com umidade elevada, aumenta o risco de danos mecânicos, amassamento dos grãos e necessidade de secagem mais intensa. Por outro lado, a colheita com umidade muito baixa favorece a quebra de grãos e as perdas por debulha natural, momento em que eles se desprendem das espigas antes ou durante a operação.

A definição do momento ideal para colher deve considerar o estágio de maturação, a medição da umidade em diferentes pontos da lavoura e a previsão do tempo. A capacidade de secagem e o armazenamento disponível na propriedade também precisam entrar no planejamento.

REGULAGEM DA COLHEDORA E SECAGEM

Fontoura explica que "a regulagem da colhedora deve acompanhar as mudanças na umidade dos grãos ao longo do dia". Velocidade de avanço, altura de corte, rotação do cilindro, abertura do côncavo e ventilação precisam ser ajustados conforme as condições da lavoura.

O monitoramento das perdas atrás da máquina permite identificar a necessidade de correções durante a operação. Em áreas com acamamento ou maturação desuniforme, os ajustes exigem atenção adicional.

Após a colheita, a secagem tem a função de reduzir a umidade dos grãos até níveis seguros para armazenamento. O processo deve ser controlado, pois temperaturas excessivas ou secagem muito rápida podem provocar fissuras internas e comprometer características industriais do trigo.

Em grãos destinados à panificação, o cuidado é especialmente importante. Condições inadequadas de secagem podem afetar as proteínas e o amido, prejudicando a força do glúten e o comportamento da farinha na produção de alimentos.

Os danos mecânicos aos grãos poderão permitir a entrada de fungos que reduzem a qualidade dos grãos para a indústria e poderão afetar a saúde animal e humana.

Outro ponto de atenção é a mistura de lotes com diferentes teores de umidade. Essa prática pode favorecer a formação de regiões mais quentes e úmidas dentro dos silos, aumentando o risco de desenvolvimento de fungos e insetos.

A aeração, realizada pela passagem forçada de ar pela massa de grãos, ajuda a uniformizar a temperatura e reduzir a possibilidade de condensação de umidade durante o armazenamento.

Além das perdas físicas, falhas no manejo pós-colheita podem resultar em descontos por impurezas, grãos ardidos e excesso de umidade. Em situações mais graves, a deterioração pode comprometer a qualidade industrial e a segurança do produto.

O planejamento da colheita por talhões, a medição frequente da umidade e a adequação do ritmo de trabalho à capacidade dos secadores são medidas que ajudam a preservar o resultado da safra. O acompanhamento das condições de armazenamento completa esse processo, reduzindo o risco de perdas depois que o trigo deixa a lavoura.

As informações são do Agrolink.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Impacto da umidade: Colher o trigo com umidade muito alta gera danos mecânicos e exige mais secagem, enquanto a umidade baixa causa quebra e debulha natural no campo.

- Regulagem e secagem: Os ajustes da colhedora devem mudar conforme a variação de umidade ao longo do dia, e a secagem precisa ser controlada para não afetar as características industriais e a força do glúten.

- Cuidados no armazenamento: Evitar misturar lotes de diferentes umidades e utilizar a aeração previne o surgimento de pontos quentes, insetos e fungos que prejudicam a segurança do produto.

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