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Frete rumo ao Paraná sobe no Distrito Federal e cai em Mato Grosso do Sul

Alta do diesel e transporte de insumos pressionam custos logísticos do setor agropecuário brasileiro no comparativo anual

Caminhões transportam grãos em corredor logístico rumo aos portos brasileiros, em período marcado pela alta do diesel e movimentação de insumos
Caminhões transportam grãos em corredor logístico rumo aos portos brasileiros, em período marcado pela alta do diesel e movimentação de insumos -

Publicado por Eduarda Gomes

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O preço dos combustíveis, com destaque para a alta do diesel, e a movimentação de insumos para o plantio da safra 2026/27 mantiveram aquecidos os custos do transporte rodoviário de grãos em setembro. Conforme dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados na terça-feira (27), os fretes agrícolas sustentaram a tendência inflacionada no comparativo anual, impulsionados pelos custos operacionais, pela disponibilidade regional de caminhões e pelo volume recorde da safra 2025/26.

No cenário das rotas associadas ao estado do Paraná, o fluxo logístico vindo do Distrito Federal com destino ao Porto de Paranaguá (PR) registrou reajuste mensal de 5%. Em contrapartida, no eixo de escoamento vindo de Mato Grosso do Sul, a rota entre São Gabriel do Oeste e o Porto de Paranaguá teve desvalorização de até 11,9%, em um contexto onde o aumento dos embarques de milho e a queda nos de soja arrefeceram as tarifas no estado sul-mato-grossense. No segmento de derivados, Paranaguá figurou como o segundo principal entreposto do país no escoamento acumulado de farelo de soja até setembro, concentrando 25,82% dos envios ao exterior.

OUTRAS REGIÕES

Nas demais regiões do país, o mercado apresentou comportamentos distintos. Em Mato Grosso, mesmo no período de entressafra, mais da metade das rotas teve alta de até 6,3%, impulsionada pelo volume da segunda safra de milho e pelo consumo interno do cereal, que quase dobrou nos últimos cinco anos.

Em Goiás, a demanda de escoamento recuou conforme o esperado, variando entre queda de 3,6% e alta de 27,2%, com o transporte de adubos, fertilizantes e sementes aquecendo o trecho de plantio. No Distrito Federal, todas as rotas subiram, com maiores percentuais registrados nos trajetos com destino aos portos da região Sul: Paranaguá, no Paraná, com reajuste de 5%, e Imbituba, em Santa Catarina, com alta de 4,2%.

No Nordeste, a alta nas praças baianas foi superior a 3,5% na maioria das rotas pesquisadas, impulsionada em Luís Eduardo Magalhães pelo transporte de algodão em pluma e pelas importações de insumos. No Piauí, a média mensal dos fretes caiu 5% em relação a agosto. No Maranhão, a movimentação de cargas no mês foi mais limitada e com tendência ao recuo, sobressaindo-se nas rotas internas os fluxos de subprodutos do milho para a produção de etanol com origem na região de Balsas.

No eixo Sudeste, São Paulo apresentou recuo de 7,65% no preço médio mensal dos fretes, com declínio percentual em todos os trajetos pesquisados devido à sazonalidade agrícola e ao aquecimento do consumo interno. Em Minas Gerais, os fretes foram influenciados pela finalização da colheita do café e pelo início do plantio da soja, direcionando o foco para o transporte de insumos e com tendência ao recuo nas rotas de exportação.

BALANÇA COMERCIAL

No acumulado de janeiro a setembro, os embarques nacionais de soja atingiram 100,1 milhões de toneladas, valor 6,69% acima do registrado no mesmo período de 2025. Já os envios de milho ao exterior chegaram a 19,6 milhões de toneladas nos primeiros nove meses deste ano, com redução de 15,69% no comparativo anual, resultado da maior oferta do cereal no mercado internacional e do aumento do consumo interno. Somente no mês de setembro, as exportações brasileiras de milho alcançaram 5,2 milhões de toneladas e as de soja, 7,3 milhões de toneladas.

Os portos do Arco Norte lideraram o escoamento no ano, concentrando 51,22% do cereal e 38,66% da oleaginosa. O Porto de Santos respondeu por 27,57% dos embarques de milho, 33,38% dos de soja e liderou as exportações de farelo de soja, acumulando 43,35% do volume total.

Já as importações de fertilizantes acumuladas até setembro atingiram 28,4 milhões de toneladas, o que representa uma redução de aproximadamente 15,7% em relação ao mesmo período de 2025. O volume é o menor registrado desde 2022, padrão verificado tanto no acumulado dos nove primeiros meses do ano quanto na variação entre setembro de 2026 e de 2025, que apresentou queda de 27,95%. A pesquisa da Conab analisou as principais rotas de escoamento de grãos do país em dez estados.

As informações são da Assessoria de Imprensa.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- O preço dos fretes agrícolas manteve tendência de alta no comparativo anual devido à elevação do diesel e ao transporte de insumos para a safra 2026/27.

- As rotas para o Porto de Paranaguá registraram comportamentos opostos: alta de 5% no trecho vindo do DF e queda de até 11,9% na rota vinda de Mato Grosso do Sul.

- As exportações acumuladas de soja cresceram 6,69%, enquanto as de milho caíram 15,69% e as importações de fertilizantes recuaram 15,7% até setembro.

CONTEÚDO DE MARCA

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