Presença de toxinas suspende extração de ostras em Guaratuba
Análises laboratoriais identificaram concentrações de ácido okadaico em níveis impróprios para o consumo humano no Litoral do Paraná

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) determinou a suspensão temporária da retirada de ostras destinadas ao consumo humano nas áreas de cultivo afetadas no município de Guaratuba, no Litoral paranaense. A decisão foi tomada após análises laboratoriais identificarem concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido okadaico acima do limite máximo permitido para consumo humano. As informações constam na Nota Técnica 03/2026, do Departamento de Saúde Animal da Adapar, divulgada em 23 de outubro.
Os resultados foram obtidos no âmbito do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MoluBiS). A substância é uma toxina produzida pela microalga Dinophysis, que pode se acumular em moluscos bivalves, como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões. O consumo de produtos contaminados pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.
O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, o veterinário Cláudio Cesar Sobezak, explica a importância da medida sanitária e fala sobre os próximos passos até a normalização da situação. Segundo ele, a medida se deve a uma floração de uma alga que produz uma toxina que se acumula nesses moluscos bivalves e é uma medida de saúde pública.
“A Adapar já fez a comunicação aos serviços de saúde municipais e estadual também. Vamos aguardar os próximos resultados de coletas nas próximas 72 horas. Continuaremos monitorando a cada período até que os níveis voltem à normalidade e a população possa consumir esses moluscos de forma mais segura”.
O veterinário também esclarece que não há motivo para preocupação e alerta aos cuidados. “Não precisamos nos preocupar, mas a população deve evitar comer esses moluscos, que podem ter comercialização clandestina e as pessoas às vezes não sabem que podem, na verdade, se contaminar também e passar por uma situação de saúde indesejável”.
A suspensão vale para as áreas oficialmente identificadas nos atos de interdição e permanece vigente até que os resultados do monitoramento laboratorial e os procedimentos de desinterdição previstos na legislação permitam a retomada da atividade. As demais áreas de produção monitoradas continuam sujeitas à avaliação sanitária regular, e a situação de retirada de cada uma depende dos resultados oficiais do programa.
A Adapar faz o monitoramento sanitário de moluscos bivalves no litoral paranaense desde 2024, por meio de coletas periódicas de amostras de água e de moluscos. O objetivo é identificar precocemente riscos à saúde pública e garantir a qualidade sanitária dos produtos destinados ao consumo.
Nas áreas afetadas, o monitoramento será intensificado, com novas coletas para avaliar as concentrações de ficotoxinas. A autarquia continuará acompanhando a ocorrência e divulgará novas informações sobre a situação sanitária e a eventual liberação das áreas afetadas.
As informações são da Agência Estadual de Notícias.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Medida preventiva: A Adapar suspendeu a retirada de ostras em áreas de cultivo de Guaratuba devido à presença da ficotoxina ácido okadaico, produzida pela alga Dinophysis.
- Risco à saúde: A substância pode se acumular em moluscos bivalves e provocar intoxicação alimentar, com diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.
- Monitoramento contínuo: A autarquia intensificou a coleta de amostras e novas análises serão realizadas a cada 72 horas para determinar a liberação das áreas afetadas.



