Copacol planeja ampliar produção de tilápias no Paraná em 2027 | aRede
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Copacol planeja ampliar produção de tilápias no Paraná em 2027

Aumento de 42,9% na capacidade produtiva visa acompanhar o crescimento da demanda interna e novas exportações

Unidade de processamento de pescado da Copacol localizada em Toledo, no Paraná, que opera atualmente em um turno
Unidade de processamento de pescado da Copacol localizada em Toledo, no Paraná, que opera atualmente em um turno -

Publicado por Eduarda Gomes

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A paranaense Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata) quer ampliar os negócios com tilápia em 2027, apoiada no crescimento do consumo doméstico e na possibilidade de ampliar o processamento em suas instalações no Paraná. Há potencial para abater 300 mil tilápias ao dia, alta de 42,9% em relação à capacidade atual, de 210 mil peixes.

O volume se concentra nas duas unidades de processamento de peixes no oeste do Paraná, nos municípios de Nova Aurora e Toledo. A planta de Toledo tem operação de apenas um turno, o que abre espaço para dobrar o volume processado no local, explica Alexandre Lachi, gerente de marketing da cooperativa. A Copacol é a maior produtora e processadora de tilápia do Brasil e uma das maiores da América Latina, tendo difundido no varejo as vendas desse peixe e popularizado o comércio porcionado de produtos frescos e congelados.

A estratégia, entretanto, vai além da capacidade operacional. De acordo com o gerente, “é preciso ajustar a oferta à demanda para preservar os preços e o valor da categoria”, que são competitivos e asseguram que a população brasileira agregue a tilápia no cardápio diário. Por isso, acrescenta, a Copacol definiu um plano de crescimento “mais sustentável”, o que significa investimentos mais rígidos e uma ampliação de capacidade mais lenta. A expectativa é aproveitar a estrutura disponível à medida que o mercado absorva os volumes adicionais.

Segundo Lachi, a Copacol detém aproximadamente 33% do mercado nacional de tilápia no varejo e comercializa mais de mil toneladas por mês do pescado no Brasil. O executivo relata um desempenho recorde da categoria na cooperativa em 2026, acompanhado de maior presença do produto nas refeições durante a semana.

Na avaliação dele, mudanças nos hábitos alimentares abrem oportunidades para o pescado. Lachi inclui nesse movimento a disseminação dos medicamentos à base de GLP-1, as canetas emagrecedoras, que a cooperativa acompanha como uma tendência com potencial para influenciar as escolhas dos consumidores.

Atualmente, o Paraná é o maior produtor de tilápia do Brasil, com uma marca de 273,1 mil toneladas registradas, de acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). O país alcança recordes de produção de pescado, com destaque para a tilápia, cuja produção anual é de mais de 700 mil, conforme o Observatório do Peixe, da Alianima.

As informações são da CNN Brasil.

ESTRUTURA

A expansão internacional é outra frente de interesse. Segundo Lachi, as duas unidades de peixes têm habilitações para exportar, mas o avanço das vendas depende da abertura dos mercados pretendidos. A cooperativa quer aproveitar a experiência adquirida com a carne de frango, exportada para 85 países, para ampliar a presença do pescado no exterior.

“Temos cadeia, logística, e, para incluir o pescado, é meio caminho andado”, diz à CNN. O controle das etapas produtivas é apontado pelo executivo como um diferencial para essa estratégia com rastreabilidade ao longo da cadeia. O modelo, afirma Lachi, permite controlar características como qualidade e sabor e acompanhar o produto nas diferentes fases da produção.

COOPERATIVA BILIONÁRIA

A piscicultura faz parte de uma estrutura diversificada, que reúne atividades como avicultura, produção de grãos, suinocultura e bovinocultura de leite. Fundada em 1963 e sediada em Cafelândia, no oeste do Paraná, a cooperativa registrou faturamento de R$ 11,1 bilhões em 2025, alta de 4,7% sobre o ano anterior.

No mesmo exercício, a Copacol distribuiu R$ 224,9 milhões em sobras, complementações e juros sobre o capital aos cooperados. Segundo a instituição, a diversificação das atividades contribuiu para os resultados em um período de custos elevados e desafios logísticos e sanitários.

Os indicadores atualmente divulgados pela cooperativa apontam 10,5 mil cooperados e 16,8 mil colaboradores. A estrutura processa 58,1 milhões de peixes e 217,4 milhões de aves por ano, além de receber 2,3 milhões de toneladas de grãos anualmente.

Na tilápia, cuja operação industrial se consolidou em 2008, a próxima etapa de expansão deve acompanhar a evolução do consumo. A prioridade, segundo Lachi, é usar o espaço disponível nas fábricas sem comprometer o equilíbrio entre oferta, demanda e remuneração da cadeia.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Expansão planejada: A Copacol projeta ampliar o abate de tilápias de 210 mil para até 300 mil peixes ao dia até 2027, aproveitando a capacidade ociosa de sua fábrica em Toledo (PR).

- Fatores de mercado: O crescimento gradual visa acompanhar a alta do consumo interno no Brasil e a abertura de novos mercados internacionais, usando a logística já estabelecida da carne de frango.

- Solidez financeira: A piscicultura integra o portfólio diversificado do grupo, sediado em Cafelândia, que registrou faturamento de R$ 11,1 bilhões em 2025 e conta com mais de 10,5 mil cooperados.

CONTEÚDO DE MARCA

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