Farelo de soja sobe 27,5% em um ano e pressiona avicultura no Paraná
Custo do principal insumo proteico da ração aumentou em um ano, enquanto o preço do frango vivo pago ao produtor caiu 4,4%

O aumento dos custos de alimentação das aves tem pressionado as margens dos produtores de frango no Paraná. Em setembro de 2026, o preço do farelo de soja atingiu R$ 2.171,40 por tonelada, alta de 27,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os dados são do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (22). O levantamento também aponta aumento no preço do milho, outro insumo importante para a alimentação das aves. A saca de 60 quilos de milho foi comercializada por R$ 66,43 no atacado paranaense em setembro, valor 8,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Na outra ponta da cadeia, o preço médio do frango vivo pago ao produtor chegou a R$ 4,75 por quilo. Embora tenha apresentado uma pequena alta em relação a agosto, o valor ficou 4,4% abaixo do registrado em setembro do ano anterior, quando alcançou R$ 4,97 por quilo.
PRODUTOR PRECISA DE MAIS FRANGO PARA COMPRAR RAÇÃO
A relação entre o preço do frango vivo e o custo dos insumos evidencia a perda de poder de compra dos avicultores. Em setembro de 2026, foram necessários 233 quilos de frango para adquirir uma quantidade de milho equivalente a uma tonelada, ante 205 quilos no mesmo mês de 2025, aumento de 13,7% na quantidade exigida. No caso do farelo de soja, a relação passou de 343 para 457 quilos de frango por tonelada do insumo, alta de 33,2%.
Segundo o Deral, a maior oferta de carne de frango também contribui para a pressão sobre os preços. No primeiro semestre de 2026, a produção brasileira alcançou 7,473 milhões de toneladas, crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com supervisão: Mário Martins.



