Exportações de soja do Paraná somam R$ 28,8 bilhões até setembro
Receita do complexo soja cresceu 13% em relação a 2025, enquanto o plantio da nova safra atingiu 47% da área prevista após o excesso de chuvas reduzir o ritmo dos trabalhos no campo

As exportações do complexo soja do Paraná movimentaram R$ 28,8 bilhões (US$ 5,76 bilhões) entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. No intervalo, o estado embarcou 12,79 milhões de toneladas, volume 3% superior ao registrado nos nove primeiros meses de 2025.
A soja em grão foi o principal produto exportado, representando 71% do volume total do complexo. O farelo respondeu por 24%, enquanto o óleo de soja correspondeu a 5%.
A China permaneceu como o principal destino da produção paranaense, concentrando 58% das compras. O Irã ocupou a segunda posição, com participação superior a 8%. Ao todo, o Paraná exportou volumes do complexo soja para 24 países no período analisado.
No cenário nacional, as exportações do complexo soja também avançaram. Entre janeiro e setembro, o Brasil embarcou 121,58 milhões de toneladas, alta de 8% na comparação anual. A receita alcançou R$ 260,85 bilhões (US$ 52,17 bilhões), crescimento de 17%.
Os dados são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e integram o Boletim Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (22).
Para os valores apresentados em reais, foi utilizada a taxa de conversão de R$ 5,00 por dólar. Os valores originais em dólares foram mantidos entre parênteses. A conversão é apenas uma referência e não corresponde necessariamente à cotação efetiva aplicada às exportações.
NOVA SAFRA
Enquanto as exportações apresentam crescimento, o plantio da safra de verão paranaense sofreu uma desaceleração em outubro devido ao excesso de chuvas.
Até a semana de 22 de outubro, a semeadura da soja havia alcançado 47% da área prevista no estado. Nas últimas três safras, a média para o mesmo período superava 55%, segundo o Deral.
As precipitações registradas na semana anterior dificultaram a realização dos trabalhos no campo. A situação começou a melhorar a partir de 17 de outubro, com a redução das chuvas durante o fim de semana e o início da semana seguinte.
Com a melhora das condições meteorológicas, os produtores retomaram o plantio. O departamento avaliou que o próximo levantamento poderia indicar uma normalização do ritmo de semeadura.
Com supervisão: Mário Martins.



