União Europeia quer retomar compra de frango e mel do Brasil
Comissão Europeia apresentará proposta aos países-membros após auditoria com resultados positivos, mas mantém veto à carne bovina

A Comissão Europeia informou, nesta quarta-feira (21), que pretende propor aos países-membros a retomada das importações de carne de frango e mel procedentes do Brasil. A proposta, que será submetida à votação no comitê responsável do bloco, decorre dos resultados positivos de uma auditoria técnica realizada no país. O veto às compras de produtos de origem animal brasileiros vigorava desde setembro, motivado por exigências de garantias sobre o não uso de substâncias antimicrobianas proibidas no processo produtivo.
Durante o encontro com representantes dos estados-membros, a comissão detalhou as conclusões do levantamento e prestou esclarecimentos sobre a separação de produtos voltados a diferentes mercados e a fiscalização de prescrições veterinárias. Diante das avaliações do relatório, o órgão do Executivo europeu confirmou a intenção de reincluir o Brasil na lista de nações autorizadas a fornecer aves e mel para o mercado comunitário.
Em contrapartida, o embargo referente à carne bovina brasileira permanece inalterado. Segundo a Comissão Europeia, o país ainda não apresentou mecanismos de certificação considerados auditáveis para demonstrar o cumprimento integral das exigências sanitárias ao longo de todo o ciclo de vida dos animais. Em função dessa limitação na rastreabilidade, o órgão destacou que não planeja, no momento, encaminhar nenhuma proposta para a liberação das compras de carne bovina brasileira, setor em que o Brasil figura como o maior exportador global.
As informações foram divulgadas pelo g1.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Retomada de frango e mel: A Comissão Europeia proporá o fim do embargo sobre a carne de frango e o mel brasileiros após auditoria com parecer favorável.
- Manutenção do veto bovino: A compra de carne bovina segue suspensa por falta de certificação conclusiva sobre o histórico sanitário dos animais ao longo da vida.
- Exigências e fiscalização: A suspensão iniciada em setembro exigia a comprovação de que substâncias antimicrobianas proibidas não foram utilizadas na produção animal.



