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Mel de Capanema conquista a 29ª Indicação Geográfica do Paraná

Produto obtém o registro de Denominação de Origem do INPI e impulsiona o turismo rural sustentado pela flora nativa do Parque Nacional do Iguaçu

Apicultores de Capanema recebem Indicação Geográfica para o mel produzido na divisa com o Parque Nacional do Iguaçu
Apicultores de Capanema recebem Indicação Geográfica para o mel produzido na divisa com o Parque Nacional do Iguaçu -

Publicado por Eduarda Gomes

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O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu, na terça-feira (20), o registro de Indicação Geográfica (IG) ao mel produzido no município de Capanema, no Sudoeste do Estado. Com o novo selo, o Paraná alcança a marca de 29 IGs reconhecidas e consolida a liderança nacional no segmento. O produto obteve a certificação na modalidade Denominação de Origem (DO), categoria que atesta que as propriedades sensoriais e a qualidade do item derivam de fatores naturais e humanos exclusivos da região.

A atividade apícola em Capanema é estruturada na agricultura familiar há mais de 50 anos. A solicitação para a obtenção do registro foi encaminhada pela Associação de Apicultores de Capanema e Região (Apic).

A qualidade diferenciada da produção resulta da interação das abelhas com a flora nativa preservada na área do Parque Nacional do Iguaçu. Atualmente, os apicultores associados gerenciam cerca de 5 mil colmeias e mantêm um volume de produção estimado em 60 toneladas anuais, atendendo ao mercado regional, ao setor de serviços do entorno do parque e a estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.

O selo de Denominação de Origem também tem impulsionado iniciativas de turismo rural na região. Diversos apiários locais e a própria associação organizam visitas guiadas para demonstrar o manejo das colmeias e o processo de extração do mel aos visitantes.

O diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, destacou o impacto do selo no setor: “A Indicação Geográfica tem tudo a ver com o turismo, porque ela representa o senso de pertencimento regional e traz visibilidade aos produtos típicos dos nossos municípios. Isso aconteceu com Antonina e suas balas de banana, por exemplo, transformando aquele produto em parte de um passeio, agregando valor a um roteiro e criando senso de pertencimento na cidade, que reconhece a sua cultura local naquele item”.

Sobre o fluxo de visitantes, o presidente da Apic, Cleiton Lagemann, enfatizou a expansão da rota turística: “Durante as visitações proporcionamos acompanhamento técnico aos visitantes em apiários locais. As pessoas podem conhecer como é feito o processo de extração do mel, conhecer as colmeias, e o tratamento do produto. Já fazemos parte da rota turística do município e a tendência é que com a Indicação Geográfica essa atividade seja cada vez mais ampliada”.

A proprietária do Apiário Manchini, Salete Manchini, reforçou a perspectiva de investimento: “É uma atividade que pode ajudar na renda de muitas famílias e produtores, então vale a pena investir no turismo. No nosso caso, estamos nos preparando para ampliar essa oferta turística, porque é um passeio diferente, que transmite conhecimento através de uma produção local”.

Com o ingresso de Capanema, o Paraná passa a contar com quatro méis certificados pelo INPI, somando-se às IGs de Ortigueira, do Oeste do Paraná e do mel de melato da Bracatinga. Em 2025, o Estado produziu 10,7 mil toneladas de mel, gerando R$ 217,7 milhões em valor de produção, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB). Apenas em 2026, o Paraná contabilizou sete novos registros de IG concedidos pelo INPI.

A coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, avaliou que o registro chancela a identidade do produto: “Para os pequenos produtores e para a agricultura familiar da região, esse registro fortalece a organização produtiva, protege a procedência no mercado e abre canais comerciais com compradores que exigem conformidade e diferenciação comprovadas”. 

As informações foram divulgadas pela Agência Estadual de Notícias.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Conquista da 29ª IG: O mel de Capanema obteve o registro de Denominação de Origem do INPI, consolidando o Paraná como o estado líder em Indicações Geográficas no país.

- Potencial para o turismo: A certificação fortalece rotas de turismo rural no Sudoeste do Paraná, com apiários locais promovendo visitas guiadas sobre o manejo e a extração do produto.

- Fomento à agricultura familiar: Produzido por meio da interação com a flora da Mata Atlântica no Parque Nacional do Iguaçu, o mel atinge 60 toneladas anuais sob a gestão de pequenos produtores.

CONTEÚDO DE MARCA

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