El Niño atrasa plantio de soja e colheita de trigo no Paraná | aRede
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El Niño atrasa plantio de soja e colheita de trigo no Paraná

Excesso de umidade e falta de janelas de sol no Centro-Sul comprometem a qualidade das lavouras de inverno e paralisam máquinas no campo

Chuvas frequentes no Paraná dificultam a entrada de colheitadeiras nas lavouras e comprometem a qualidade do trigo e da cevada
Chuvas frequentes no Paraná dificultam a entrada de colheitadeiras nas lavouras e comprometem a qualidade do trigo e da cevada -

Publicado por Eduarda Gomes

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As precipitações intensas e frequentes que atingem a região Centro-Sul sob a influência do fenômeno El Niño vêm interrompendo o trabalho das máquinas agrícolas no Paraná. A instabilidade do clima afeta tanto o ritmo de recolhimento das safras de inverno quanto o avanço da semeadura do ciclo de verão, gerando apreensão entre os produtores rurais.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o plantio da soja atingiu 39% da área total estimada em 5,7 milhões de hectares, igualando o patamar da safra passada. Já o cultivo do milho alcançou 90% da área prevista de 371 mil hectares. Ambos os percentuais estão abaixo do ritmo almejado pelos agricultores para o período.

DETERIORAÇÃO NA QUALIDADE

Nas culturas de inverno, a falta de janelas contínuas de sol impede a secagem dos grãos no campo e a consolidação do solo para o tráfego do maquinário. A maior preocupação dos técnicos reside na perda de qualidade do trigo pendente de colheita. O Deral indica que a situação deve forçar novos rebaixamentos nas estimativas oficiais de produção do estado, o que mantém sustentadas as cotações do cereal de padrão superior no mercado doméstico.

Nos 182 mil hectares de trigo ainda não colhidos no estado, 12% das lavouras foram classificadas em condição ruim, 42% em situação média e apenas 46% em boas condições. O cenário desfavorável atinge também a cultura da cevada, cuja colheita estava em 28% até o início da semana. O excesso de umidade eleva o risco de doenças fúngicas e perdas de produtividade, embora produtores dos Campos Gerais que anteciparam o plantio tenham conseguido recolher o grão com padrão cervejeiro antes do agravamento do clima.

CAMPOS GERAIS

Em Tibagi, nos Campos Gerais, o produtor Leendert de Geus relata paralisação nas atividades. Dos 270 hectares cultivados com trigo, apenas 100 hectares foram colhidos até o momento, com perda de qualidade já confirmada. O agricultor aguarda a trégua das chuvas para avançar na semeadura de 700 hectares de soja, dos quais apenas 180 hectares foram semeados, e aplicar os tratos culturais necessários na lavoura de milho.

Dificuldades semelhantes são enfrentadas em Piraí do Sul pelo produtor Geraldo Morsink, que relata interrupção total nos trabalhos de campo, incluindo o manejo sanitário e a adubação. Com acumulados mensais de outubro já superando a média histórica em diversos municípios, a expectativa do setor produtivo do Paraná está voltada para a previsão de aberturas de sol nos próximos dias, permitindo a retomada emergencial da colheita e do plantio.

As informações foram divulgadas pelo Globo Rural.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Atraso nos trabalhos: As chuvas frequentes provocadas pelo El Niño paralisaram as máquinas, travando o plantio da soja em 39% da área e a semeadura do milho em 90% no Paraná.

- Perda de qualidade no trigo: Dificuldade na secagem do solo e das plantas deteriorou o cereal no campo, onde 54% das áreas pendentes estão em condições médias ou ruins, prevendo-se cortes na safra.

- Impacto na cevada: O excesso de umidade prejudica a colheita e eleva o risco de doenças na cevada, enquanto produtores dos Campos Gerais e de outras regiões aguardam firmeza no tempo para retomar os tratos culturais.

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