Batata fica 69,1% mais cara no varejo do Paraná em setembro | aRede
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Batata fica 69,1% mais cara no varejo do Paraná em setembro

Preço médio passou de R$ 4,15 para R$ 7,01 por quilo; entressafra e menor oferta influenciaram a alta

Entressafra e menor oferta de batata contribuíram para a alta dos preços no varejo paranaense em setembro
Entressafra e menor oferta de batata contribuíram para a alta dos preços no varejo paranaense em setembro -

Eduarda Gomes de Paula

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O preço médio da batata lisa no varejo do Paraná aumentou 69,1% em setembro de 2026, passando de R$ 4,15 para R$ 7,01 por quilo. Os dados são do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (15).

Segundo o levantamento, a alta ocorreu em um período de entressafra, associado à menor oferta do produto. No atacado, a saca de 25 quilos da batata lisa comum especial lavada foi comercializada, em média, por R$ 130,14 em setembro, equivalente a R$ 5,21 por quilo. O valor representa aumento de 60,1% em relação a agosto, quando a mesma quantidade custava R$ 81,28, ou R$ 3,25 por quilo.

No campo, o preço médio recebido pelos produtores paranaenses pela saca de 25 quilos da batata lisa foi de R$ 37 em agosto, uma redução de 35,9% em comparação aos R$ 57,74 registrados em julho. Para setembro, o boletim informa que não houve cotação ao produtor em razão da entressafra.

PLANTIO DA NOVA SAFRA ESTÁ ATRASADO

As chuvas intensas também têm dificultado o plantio da primeira safra de batata 2026/27. Até o período analisado pelo Deral, haviam sido semeados 67% dos 16,2 mil hectares previstos, o equivalente a aproximadamente 10,8 mil hectares. O percentual está abaixo da média histórica de 83% para essa época do ano, calculada com base nas dez safras anteriores.

A estimativa inicial para a produção é de 539,6 mil toneladas, redução de 11% em relação às 566,2 mil toneladas da safra de 2025. A produtividade média prevista também é menor: 33,3 toneladas por hectare, ante 33,6 toneladas por hectare no ciclo anterior.

O Deral aponta que as condições climáticas desfavoráveis exigem cautela dos produtores durante o avanço dos trabalhos no campo.

Com supervisão: Mário Martins.

CONTEÚDO DE MARCA

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