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Tabaco movimenta R$ 12,8 bilhões e é 55,4% da renda de produtores

Levantamento da Afubra aponta receita total de R$ 23,2 bilhões entre 136 mil famílias, destacando a força da diversificação em lavouras e pecuária

Atividade responde pela principal receita de 136 mil famílias brasileiras
Atividade responde pela principal receita de 136 mil famílias brasileiras -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os 136 mil produtores brasileiros de tabaco alcançaram uma renda total de R$ 23,2 bilhões na safra 2025/26, segundo levantamento divulgado pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). A cultura do tabaco manteve sua posição como a principal fonte de receita nas propriedades, sendo responsável por mais de R$ 12,8 bilhões, o que corresponde a 55,4% dos ganhos totais.

A diversificação produtiva também desempenhou um papel expressivo no faturamento das famílias rurais. De acordo com o levantamento apresentado no programa Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades, a produção agrícola diversificada somou R$ 5,56 bilhões, o equivalente a 24% da renda total das propriedades, enquanto a criação animal e os produtos granjeiros movimentaram R$ 4,78 bilhões, representando 20,6% dos ganhos.

Na safra 2025/26, a área média das propriedades rurais produtoras foi de 14,71 hectares. Desse total, o cultivo de tabaco ocupou uma média de 20,3% da extensão de terra. O restante da área foi distribuído entre diferentes atividades e preservação ambiental, com as pastagens representando 17,3% do solo, a soja 16,1% e o milho 10,5%. Já a mata nativa respondeu por 14,8% da área das propriedades, enquanto a mata destinada a fins energéticos ocupou 8,3%.

Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, a rentabilidade da cultura do tabaco contribui para a permanência dos produtores no campo e para a garantia da qualidade de vida em regiões caracterizadas por pequenas propriedades. Em nota, o dirigente afirmou que o Sistema Integrado de Produção de Tabaco auxilia os produtores na gestão econômica dos negócios e na qualificação das propriedades diversificadas.

A prática da diversificação nas áreas produtoras de tabaco tem histórico no setor. Em 1985, foi criado o Programa Milho e Feijão para incentivar o cultivo de grãos após a colheita do tabaco. A partir de 2014, a condução da iniciativa passou ao SindiTabaco, com atuação ampliada na Região Sul do Brasil. Em 2017, o programa incorporou o incentivo ao plantio de forrageiras para pastagem e adotou o nome Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco.

Em 2025, a iniciativa passou a se chamar Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades. O programa é conduzido atualmente pelo SindiTabaco e suas empresas associadas, contando com apoio de entidades representativas dos produtores e dos governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os dados foram divulgados no Canal Rural.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- A safra 2025/26 movimentou R$ 23,2 bilhões entre 136 mil produtores brasileiros, sendo R$ 12,8 bilhões (55,4%) provenientes diretamente do cultivo do tabaco.

- As propriedades rurais têm área média de 14,71 hectares, onde o tabaco ocupa 20,3% do solo, dividindo espaço com cultivos como soja, milho, pastagens e áreas de preservação.

- O programa de incentivo à diversificação evoluiu desde sua criação em 1985 até se consolidar, em 2025, como a iniciativa "Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades".

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