Tempo ameaça qualidade e produtividade das lavouras de trigo no Paraná
Instabilidade. que já registra prejuízos pelo tempo adverso nas regiões produtoras, eleva incertezas no campo, impulsiona dependência de importações e eleva o preço do cereal

Com lavouras do Sul do país sofrendo os impactos diretos do clima desfavorável, a perspectiva de uma menor oferta de trigo de boa qualidade na safra de 2026 vem gerando forte apreensão no mercado. O cenário de baixa disponibilidade do grão de maior padrão, somado à recente valorização do cereal no mercado internacional, vem sustentando os preços domésticos e pode forçar o aumento das importações brasileiras para atender à indústria moageira.
As condições adversas enfrentadas pelos produtores sulistas estão reduzindo a qualidade do trigo no campo, com riscos reais de queda no rendimento e na produtividade final por hectare. Conforme reportado pelo Globo Rural, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) ressaltam que a escassez do cereal qualificado está intrinsecamente ligada às incertezas sobre o resultado final do ciclo de 2026 diante dos problemas operacionais e climáticos observados nas áreas produtivas.
A instabilidade refletiu de forma imediata nos preços praticados no mercado interno. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq para o trigo pão ou melhorador alcançou a marca de R$ 1.529,62 por tonelada na segunda-feira (28/09), registrando uma valorização de 5,03% acumulada desde o início de setembro.
O movimento de alta também se estendeu ao mercado gaúcho no mesmo período. No Rio Grande do Sul, o trigo tipo brando fechou cotado a R$ 1.447,18 por tonelada, o que representa um salto de 7,27% no decorrer de setembro.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Impacto severo no Paraná e na região Sul: O clima desfavorável nas lavouras paranaenses e sulistas comprometeu a qualidade do trigo na safra de 2026 e trouxe incertezas sobre a produtividade final do setor.
- Preços em alta no mercado interno: A baixa disponibilidade de grãos com padrão superior aliada ao cenário externo valorizado impulsionou as cotações em setembro, com altas de 5,03% no Paraná e de 7,27% no Rio Grande do Sul
- Aumento da dependência externa: Diante da menor oferta interna de trigo de alta qualidade, o mercado nacional projeta a necessidade de recorrer a um volume maior de importações do cereal.



