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Clima ameaça qualidade e produtividade das lavouras de trigo no Paraná

Instabilidade. que já registra prejuízos pelo tempo adverso nas regiões produtoras, eleva incertezas no campo, impulsiona dependência de importações e eleva o preço do cereal

Lavouras paranaenses de trigo sofrem com os efeitos do clima adverso na safra de 2026
Lavouras paranaenses de trigo sofrem com os efeitos do clima adverso na safra de 2026 -

Publicado por Eduarda Gomes

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Com lavouras do Sul do país sofrendo os impactos diretos do clima desfavorável, a perspectiva de uma menor oferta de trigo de boa qualidade na safra de 2026 vem gerando forte apreensão no mercado. O cenário de baixa disponibilidade do grão de maior padrão, somado à recente valorização do cereal no mercado internacional, vem sustentando os preços domésticos e pode forçar o aumento das importações brasileiras para atender à indústria moageira.

As condições adversas enfrentadas pelos produtores sulistas estão reduzindo a qualidade do trigo no campo, com riscos reais de queda no rendimento e na produtividade final por hectare. Conforme reportado pelo Globo Rural, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) ressaltam que a escassez do cereal qualificado está intrinsecamente ligada às incertezas sobre o resultado final do ciclo de 2026 diante dos problemas operacionais e climáticos observados nas áreas produtivas.

A instabilidade refletiu de forma imediata nos preços praticados no mercado interno. No Paraná, o indicador Cepea/Esalq para o trigo pão ou melhorador alcançou a marca de R$ 1.529,62 por tonelada na segunda-feira (28/09), registrando uma valorização de 5,03% acumulada desde o início de setembro.

O movimento de alta também se estendeu ao mercado gaúcho no mesmo período. No Rio Grande do Sul, o trigo tipo brando fechou cotado a R$ 1.447,18 por tonelada, o que representa um salto de 7,27% no decorrer de setembro.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Impacto severo no Paraná e na região Sul: O clima desfavorável nas lavouras paranaenses e sulistas comprometeu a qualidade do trigo na safra de 2026 e trouxe incertezas sobre a produtividade final do setor.

- Preços em alta no mercado interno: A baixa disponibilidade de grãos com padrão superior aliada ao cenário externo valorizado impulsionou as cotações em setembro, com altas de 5,03% no Paraná e de 7,27% no Rio Grande do Sul

- Aumento da dependência externa: Diante da menor oferta interna de trigo de alta qualidade, o mercado nacional projeta a necessidade de recorrer a um volume maior de importações do cereal.

CONTEÚDO DE MARCA

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