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Paraná projeta queda na safra e atraso no plantio de feijão

Redução de área e semeadura mais lenta sustentam valorização do feijão-preto, apontam dados do Indicador Cepea/CNA

Preço do feijão-preto Tipo 1 cresceu 6,7% na Metade Sul do Estado
Preço do feijão-preto Tipo 1 cresceu 6,7% na Metade Sul do Estado -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado do feijão registrou valorização em todo o país impulsionado pela oferta restrita, com o Paraná figurando no centro das atenções do setor agrícola nacional devido aos desafios enfrentados na safra 2026/2027. Para a primeira safra do ciclo no Estado, a área destinada ao cultivo do feijão está estimada em 88,3 mil hectares, uma redução expressiva de 13,6% em relação ao período anterior. Consequentemente, a produção paranaense deve apresentar retração de 7,6%, atingindo um volume projetado de 177,7 mil toneladas.

Paralelamente ao encolhimento da área de cultivo, os produtores paranaenses enfrentam atrasos no ritmo das operações em campo. Até 21 de setembro, a semeadura no Paraná havia alcançado apenas 18% da área prevista, patamar significativamente inferior aos 28% registrados no mesmo período de 2025. Esse cenário de oferta paranaense mais enxuta, somado ao atraso nos trabalhos de campo e aos possíveis impactos das chuvas sobre as lavouras vizinhas do Sudoeste Paulista, reforça a perspectiva de disponibilidade restrita no curto prazo, mantendo a tendência de sustentação das cotações da leguminosa no mercado nacional.

No segmento do feijão-preto Tipo 1, que teve os aumentos mais expressivos das últimas semanas devido à presença compradora ativa, as praças do Paraná refletiram o viés de alta. Na Metade Sul do Estado, as cotações registraram avanço de 6,7% no período de 17 a 24 de setembro.

Nas demais regiões acompanhadas pelo Cepea no país, os aumentos ultrapassaram 10%, atingindo pico de 13,15% em Itapeva (SP). Esse movimento fez com que a cotação média nacional do feijão-preto até 24 de setembro acumulasse alta de 8,24% em relação ao mês de agosto, garantindo melhora na rentabilidade da variedade no Estado.

O feijão-carioca de melhor qualidade (Peneira 12, notas 9 ou superior) também manteve trajetória de valorização sustentada pelas vendas escalonadas dos produtores e pela oferta limitada no mercado interno. O preço médio acumulou alta de 10,05% em setembro na comparação com agosto, com destaques regionais de elevação no Centro/Noroeste Goiano (7,06%), Sorriso/MT (5,46%) e Barreiras/BA (1,30%).

O aumento nos preços, contudo, induziu uma postura mais cautelosa por parte dos compradores, que passaram a negociar lotes pontuais. De forma semelhante, os lotes de qualidade intermediária (notas 8,0 e 8,5) valorizaram 10,78% na média de setembro, com o mercado monitorando o volume remanescente da terceira safra do Cerrado.

As informações foram divulgadas no portal de notícias do CNA/SENAR.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Em síntese, o Paraná prevê retração de 13,6% na área de cultivo e queda de 7,6% na produção da primeira safra de feijão 2026/2027, atingindo 177,7 mil toneladas.

- Além disso, os trabalhos de semeadura no Estado seguem em ritmo mais lento em relação ao ciclo anterior, cobrindo apenas 18% da área estimada até o final de setembro.

- Por fim, esse cenário de menor oferta e atraso no campo paranaense sustenta a alta de preços, com destaque para a valorização contínua do feijão-preto na Metade Sul do Paraná e demais praças nacionais.

CONTEÚDO DE MARCA

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