Queda na safra de trigo encarece e afeta qualidade do grão no Paraná
Cotações no estado sobem 10,6% desde julho devido a chuvas excessivas e incidência de doenças fúngicas nas lavouras paranaenses

O Paraná, um dos maiores produtores de trigo do país, sente de forma direta os impactos da redução na safra do cereal. Desde julho, quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo as estimativas de produção nacional, os preços do grão no mercado paranaense acumulam uma alta de 10,6%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O avanço das cotações no estado quebra o padrão histórico do período de colheita. Em setembro de 2025, os preços no Paraná registravam queda de 5,69% em relação ao mês anterior com a entrada do grão novo. No mesmo período deste ano, as cotações no estado subiram 8,49%, conforme aponta Luiz Fernando Pacheco, diretor da TF Agroeconômica.
O principal fator de sustentação dos preços no Paraná não é apenas o menor volume de produção, mas a escassez de trigo com padrão de qualidade exigido pela indústria de panificação. O estado foi atingido por chuvas acima da média ao longo do ciclo, o que favoreceu o aparecimento de doenças fúngicas como giberela e bruzone nas áreas colhidas.
A retração na safra nacional, estimada pela Conab em 5,74 milhões de toneladas (27% a menos que no ciclo anterior), deve levar o Brasil a atingir recorde na importação do cereal, podendo chegar a 9 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). Com a rentabilidade dos moinhos pressionada pela alta do trigo de qualidade, a entidade prevê o repasse de custos ao consumidor final até o fim do ano.
As informações são do Globo Rural.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Preços em alta no Paraná: Contrariando a tendência de queda do período de colheita, a cotação do trigo no estado acumula alta de 10,6% desde julho.
- Problemas de qualidade: Chuvas intensas no Paraná causaram a proliferação de doenças fúngicas (giberela e bruzone), reduzindo a oferta de grãos próprios para panificação.
- Reflexos na oferta e consumo: A queda na safra paranaense impulsiona a necessidade de importações recordes no país e deve levar ao reajuste do preço da farinha de trigo ao consumidor final.



