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Alta nos custos reduz margem de pecuaristas no Paraná

Suinocultura registra remuneração 10,91% abaixo do custo de produção, enquanto avicultura fecha agosto com margem negativa de 2,47%

Custos de produção pressionam as margens de produtores de suínos e frangos no Paraná.
Custos de produção pressionam as margens de produtores de suínos e frangos no Paraná. -

Eduarda Gomes de Paula

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A pecuária paranaense encerrou agosto com pressão sobre as margens dos produtores de suínos e frangos. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), com base na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves (CNPSA), mostram aumento dos custos de produção ao mesmo tempo em que os preços pagos aos produtores recuaram.

Na suinocultura, o custo de produção do suíno vivo chegou a R$ 5,96 por quilo em agosto, alta de 2,58% em relação a julho. Já o preço médio recebido pelo produtor caiu de R$ 5,54 para R$ 5,31 por quilo no período.

Com a diferença, o produtor recebeu R$ 0,65 por quilo abaixo do custo estimado de produção. A remuneração ficou 10,91% inferior ao custo. Na comparação com agosto de 2025, o preço médio do suíno vivo recuou 24,68%, de R$ 7,05 para R$ 5,31 por quilo.

A alimentação segue como o principal componente dos custos da suinocultura e representou 70,64% do custo total em agosto. O gasto chegou a R$ 4,21 por quilo, alta de 3,44% em relação ao mês anterior.

Também houve aumento no número de suínos abatidos no país. No segundo trimestre de 2026, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram 15,70 milhões de cabeças, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2025.

AVICULTURA

O cenário também é de pressão na avicultura. O custo de produção do frango vivo chegou a R$ 4,85 por quilo, enquanto o preço médio pago ao produtor foi de R$ 4,73. A diferença resultou em margem negativa de 2,47%, equivalente a R$ 0,12 por quilo.

Entre os fatores que pressionaram os custos estão os preços dos principais insumos utilizados na alimentação. O milho chegou a R$ 64,56 por saca de 60 quilos em agosto, alta de 6,9% em 12 meses. Já o farelo de soja alcançou R$ 1.973,53 por tonelada, aumento de 17% na comparação anual.

As informações foram divulgadas no Boletim Conjuntural, publicado nesta quinta-feira (24) pelo Deral.

Com supervisão: Mário Martins.

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