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Importação de fertilizantes deve cair até 12% mesmo com safra maior

Altos custos dos insumos no mercado internacional pressionam produtores rurais a otimizarem a adubação e buscarem eficiência no campo

Produtores buscam eficiência no uso de adubos frente aos altos preços do mercado internacional
Produtores buscam eficiência no uso de adubos frente aos altos preços do mercado internacional -

Publicado por Eduarda Gomes

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A importação de fertilizantes pelo Brasil deve recuar mais de 10% em 2026, mesmo diante da expectativa de crescimento da área cultivada na safra 2026/27. A projeção é que o país importe entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas neste ano, volume próximo ao registrado em 2023 e inferior ao recorde de 45,5 milhões de toneladas alcançado em 2025.

A estimativa foi apresentada durante o programa Mercado & Cia com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que destacou os impactos dos preços elevados dos fertilizantes sobre as decisões dos produtores rurais. Conforme as informações veiculadas pelo portal Canal Rural, a área cultivada no Brasil deve se aproximar de 85 milhões de hectares no ciclo 2026/27, ante cerca de 84 milhões de hectares na temporada anterior. Apesar da expansão, o consumo de fertilizantes não deve acompanhar o crescimento da produção agrícola.

O cenário chama a atenção principalmente pela elevada dependência brasileira do mercado internacional. Atualmente, entre 80% e 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna os custos de produção especialmente sensíveis às oscilações dos preços internacionais. Até setembro, os dados parciais apresentados pelo programa indicavam aproximadamente 27 milhões de toneladas importadas. Para alcançar a projeção de 40 milhões a 41 milhões de toneladas até dezembro, o Brasil precisaria manter, nos últimos meses do ano, um ritmo de importações semelhante ao observado no mesmo período de 2025.

A principal explicação apontada para a redução das importações é o encarecimento dos fertilizantes. As tensões geopolíticas e os conflitos internacionais têm pressionado os preços dos insumos, aumentando os custos da atividade agrícola. Diante desse cenário, os produtores buscam alternativas para preservar a rentabilidade, como a redução das quantidades aplicadas e a adoção de técnicas que permitam aproveitar melhor os nutrientes disponíveis.

Entre essas estratégias destaca-se a aplicação de fertilizantes em taxa variável, tecnologia que permite distribuir os insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade. A realização de análises de solo também ganha importância, pois ajuda a identificar as áreas que realmente precisam de adubação e a definir as quantidades adequadas para cada situação. Com isso, o produtor pode reduzir desperdícios e otimizar os investimentos, sem necessariamente realizar cortes uniformes na adubação de toda a lavoura.

A expectativa é de que o Brasil encerre 2026 com uma área cultivada maior, mas com um volume de fertilizantes importados significativamente inferior ao do ano passado, evidenciando a preocupação dos agricultores com os custos de produção e a busca por maior eficiência no uso dos insumos.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Queda nas importações: O volume de fertilizantes importados pelo Brasil em 2026 deve recuar de 10% a 12%, ficando entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas, contra o recorde de 45,5 milhões de toneladas em 2025.

- Aumento da área cultivada: A área plantada da safra 2026/27 deve atingir cerca de 85 milhões de hectares (frente a 84 milhões no ciclo anterior), embora o consumo de insumos não acompanhe esse crescimento na mesma proporção.

- Eficiência e corte de desperdícios: Devido aos altos preços internacionais e à dependência externa de até 85%, os produtores rurais estão recorrendo a análises de solo e aplicação em taxa variável para otimizar os investimentos.

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