Região Sul terá volume elevado de chuvas na primavera
Enquanto o volume elevado de precipitações favorece o desenvolvimento de safras de verão e pastagens, o excesso de umidade ameaça a logística e a colheita no campo

A chegada da primavera nesta terça-feira (22), às 21h05 (de Brasília), traz mudanças na Região Sul do país, impactando diretamente o setor agropecuário. Sob a influência do fenômeno El Niño, que possui 75% de chance de ser o mais intenso da história segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a previsão indica volumes pluviométricos bem acima da média.
Enquanto o acumulado normal para a estação gira em torno de 650 milímetros, os modelos apontam que os índices no Sul podem ultrapassar os 1.000 milímetros. Especificamente no Paraná e no interior catarinense, as temperaturas não devem registrar quedas tão acentuadas quanto no litoral e no Rio Grande do Sul, criando um ambiente térmico mais constante para as lavouras durante o período.
De acordo com análises do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse cenário de chuva abundante trará reflexos duplos para os produtores rurais. Por um lado, os volumes mais elevados garantem boa disponibilidade hídrica no solo, favorecendo o estabelecimento e o desenvolvimento inicial das culturas de verão, além de impulsionar o crescimento das pastagens para a pecuária.
Por outro lado, o excesso de chuva representa um gargalo operacional relevante para as propriedades. A alta umidade do solo e as pancadas frequentes aumentam o risco de atrasos na colheita e dificultam a entrada e o tráfego de máquinas agrícolas nas lavouras. Além disso, o acumulado de água traz preocupações com o aumento do risco de deslizamentos de terra nas áreas rurais e o desgaste de estradas de acesso.
As informações são do Globo Rural e do The Agribiz.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- O volume total de chuvas na Região Sul deve ultrapassar os 1.000 milímetros, superando significativamente a média histórica de 650 milímetros para o período da primavera.
- Para o Paraná e o interior de Santa Catarina, a tendência é de temperaturas menos severas em comparação ao Rio Grande do Sul, sem quedas térmicas tão acentuadas ao longo da estação.
- No agronegócio, os acumulados elevados beneficiam o desenvolvimento das lavouras de verão e das pastagens, mas acendem o alerta para dificuldades no acesso de maquinários às lavouras, riscos de atrasos na colheita e perigos de deslizamentos no campo.



