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Preço do feijão-carioca aumenta 96,8% em 2026, aponta VR

Levantamento baseado em notas fiscais mostra divergência no comportamento dos preços dos diferentes tipos de feijão nos primeiros sete meses do ano

Cenário de mercado é diferente para cada variedade de feijão
Cenário de mercado é diferente para cada variedade de feijão -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado de feijão no Brasil apresentou forte oscilação de preços nos primeiros sete meses de 2026, com variações significativas a depender da variedade do grão. O feijão-carioca acumulou uma alta de 96,8% no preço médio entre janeiro e julho deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior. Com esse avanço, o valor médio do pacote da variedade saltou de R$ 8,46 para R$ 16,64.

O comportamento dos preços, contudo, não seguiu o mesmo padrão para os demais tipos de feijão. O feijão-preto também registrou aumento no acumulado dos sete primeiros meses, com alta de 18,1%, subindo de R$ 7,91 para R$ 9,34.

Por outro lado, o feijão-jalo teve uma retração de 28,1%, passando de R$ 14,67 para R$ 10,55, enquanto o feijão-vermelho recuou 17,6%, caindo de R$ 11,54 para R$ 9,50. Entre os outros tipos analisados, o feijão-rajado teve leve alta de 3,6% e o feijão-branco avançou 6,8%, ao passo que as variedades rosinha, bolinha e mulatinho registraram pequenas quedas no período.

A valorização do feijão-carioca concentrou-se sobretudo nos primeiros meses de 2026. Em janeiro, o valor médio do produto atingiu o pico de R$ 27,50, ante R$ 8,86 registrados em dezembro de 2025. Já no mês de fevereiro, o preço médio apresentou forte recuo, caindo para R$ 9,59. O feijão-preto acompanhou a trajetória de oscilação no início do ano: em janeiro, atingiu o preço médio de R$ 12,78, contra R$ 6,83 em dezembro do ano anterior.

Ao analisar isoladamente o mês de julho de 2026 em comparação com julho de 2025, o feijão-carioca registrou encarecimento de 54,5%, passando de R$ 8,24 para R$ 12,73 por pacote de 1 quilo. No mesmo recorte mensal, o feijão-preto subiu 35,4% (para R$ 9,03), o feijão-jalo avançou 27,9% (para R$ 14,98) e o feijão-rajado subiu 27,1% (para R$ 12,76). Na ponta oposta das variações de julho, o feijão-rosinha teve a queda mais acentuada, de 41% (para R$ 6,99), o feijão-bolinha recuou 28,2% (para R$ 11,46) e o mulatinho caiu 10,3% (para R$ 8,60).

De acordo com Cássio Carvalho, diretor-executivo da VR, os dados evidenciam que a análise do mercado de feijão deve ser feita de forma individualizada para cada variedade, pois as oscilações refletem dinâmicas e condições específicas de oferta e demanda de cada tipo do grão. As informações são da CNN Brasil.

O levantamento foi realizado pela VR com base na análise de notas fiscais enviadas por usuários do SuperApp VR. A empresa aplicou recursos de inteligência artificial para identificar os produtos comercializados por meio dos códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Os valores correspondem ao preço médio por embalagem dentro de cada categoria, respeitando a padronização das embalagens comerciais habitual do mercado, visto que o feijão-carioca e o feijão-preto são vendidos predominantemente em pacotes de 1 quilo, enquanto outras variedades costumam ser comercializadas em embalagens de 500 gramas.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Disparada do carioca: O feijão-carioca acumulou alta de 96,8% entre janeiro e julho de 2026, saltando de R$ 8,46 para R$ 16,64, impulsionado por um pico de R$ 27,50 registrado no mês de janeiro.

- Comportamento divergente: Enquanto variedades como o feijão-preto (+18,1%) também subiram no acumulado dos sete meses, tipos como o jalo (-28,1%) e o vermelho (-17,6%) registraram forte queda no mesmo período.

- Metodologia por IA: Os dados foram levantados pela VR a partir de notas fiscais de consumidores enviadas via SuperApp, utilizando inteligência artificial e códigos NCM para comparar pacotes de mesma categoria e gramatura.

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