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Custos altos comprimem margens dos avicultores do Paraná

Preço pago ao produtor cai 8,3% em julho com retração no consumo das férias escolares; encarecimento do milho e da soja exige mais caixas de ovos para a compra de ração

Avicultura de postura enfrenta menor cotação do ano em julho; encarecimento da ração exige 13 caixas de ovos para a aquisição de uma tonelada de farelo de soja
Avicultura de postura enfrenta menor cotação do ano em julho; encarecimento da ração exige 13 caixas de ovos para a aquisição de uma tonelada de farelo de soja -

Publicado por Eduarda Gomes

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Os produtores de ovos no Paraná enfrentaram um mês de julho marcado pela perda de rentabilidade. O setor opera sob pressão provocada pelo recuo nas cotações em toda a cadeia de comercialização, associado ao aumento progressivo nos custos com a alimentação do plantel. A informação foi divulgada pelo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), na quinta-feira (06).

O preço médio nominal pago ao produtor paranaense pela caixa de 30 dúzias do ovo tipo grande fechou o mês em R$ 145,62. O montante representa uma desvalorização mensal de 8,3% em relação aos R$ 158,88 registrados em junho e uma queda de 3,3% quando comparado a julho de 2025 (R$ 150,55). Apesar do recuo no mês, o valor médio praticado ainda acumula um avanço de 17,1% se comparado ao patamar do início de 2026, quando a caixa valia R$ 124,40 em janeiro.

A retração observada em julho atingiu o menor patamar do ano na granja (-8,3%), no atacado (-12,5%) e no varejo (-11,7%), onde o consumidor passou a pagar R$ 8,94 pela dúzia. Essa queda é explicada pelo desaquecimento típico das férias escolares, maior acessibilidade de proteínas concorrentes e pela forte oferta interna. O IBGE aponta que a produção nacional de ovos bateu recorde em 2025 ao somar 4,082 bilhões de dúzias (crescimento de 6,1%), enquanto o primeiro trimestre de 2026 registrou novo avanço de 0,4%, acumulando 1,21 bilhão de dúzias.

Paralelamente à retração nos preços de venda, os custos de nutrição voltaram a subir. O milho no atacado paranaense foi cotado a R$ 61,62 por saca em julho (+0,6% no mês e +2,8% ante 2025). O farelo de soja subiu para R$ 1.873,18 a tonelada (+2,8% no mês e +3,9% no comparativo anual). Como resultado, a relação de troca piorou drasticamente para o avicultor:

- Milho: Passaram a ser necessárias 7 caixas de ovos para adquirir uma tonelada de milho (alta de 6,1% frente às 6,6 caixas exigidas em julho de 2025).

- Farelo de soja: São exigidas 13 caixas de ovos por tonelada de farelo de soja (alta de 8,3% em relação às 12 caixas necessárias em julho do ano passado).

Por se tratar de um produto com validade média de 30 dias sob refrigeração, os agentes do setor projetam uma recuperação nas cotações com a retomada do período letivo e a normalização da demanda comercial.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Queda nas cotações: A caixa com 30 dúzias recuou 8,3% no mês no Paraná, sendo cotada a R$ 145,62 devido às férias escolares e à ampla oferta nacional.

- Aumento nos insumos: A saca de milho subiu para R$ 61,62 (+0,6%) e a tonelada do farelo de soja subiu para R$ 1.873,18 (+2,8%) em julho.

- Relação de troca desfavorável: O produtor precisa desembolsar 7 caixas de ovos para comprar 1 tonelada de milho e 13 caixas para 1 tonelada de farelo de soja.

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