Agroleite reúne especialistas em fóruns de Suinocultura e Ovinocultura | aRede
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Agroleite reúne especialistas em fóruns de Suinocultura e Ovinocultura

Painéis debateram estratégias de manejo, nutrição, sanidade, avanços genéticos e tendências de mercado para impulsionar a rentabilidade das cadeias produtivas

Com público expressivo, painéis do Agroleite destacam o interesse dos produtores por eficiência e sustentabilidade no campo
Com público expressivo, painéis do Agroleite destacam o interesse dos produtores por eficiência e sustentabilidade no campo -

Publicado por Eduarda Gomes

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A Arena Conexão transformou-se no centro das atenções do setor pecuário ao sediar os fóruns técnicos de Suinocultura e Ovinocultura. Os encontros reuniram, nesta quarta-feira (05), centenas de produtores, técnicos e especialistas para debater os rumos das duas atividades, focando em ganhos de produtividade, eficiência sanitária e oportunidades de mercado.

O Fórum da Suinocultura abriu a programação reunindo mais de 350 participantes. O evento trouxe dois especialistas incumbidos de apresentar práticas essenciais de manejo, o impacto dos avanços genéticos e as principais diretrizes que nortearão o futuro do setor.

A primeira palestra foi ministrada pela médica-veterinária Djane Dallanora, sob o tema "A fase de terminação suína sem atalhos: pontos não negociáveis da alta performance". Em sua exposição, Djane enfatizou que a etapa de terminação possui um peso decisivo nos custos globais do sistema de produção, respondendo por cerca de 70% a 75% de todo o investimento direcionado à alimentação dos animais.

Apesar de ser interpretada no campo como uma fase de manejo relativamente menos desafiadora quando comparada às etapas anteriores, a veterinária alertou que a terminação exige atenção rigorosa a fatores que influenciam diretamente os resultados econômicos. Questões como ambiência, sanidade, manejo alimentar e fornecimento de água estão ligadas diretamente ao desempenho dos animais. "Trabalhar a eficiência nessa fase é uma decisão estratégica para garantir a sustentabilidade econômica da produção", afirmou a especialista.

A palestrante reiterou que o rendimento na fase final reflete todo o histórico produtivo do animal desde as fases iniciais de criação. Quando os manejos não são realizados de forma adequada, os impactos aparecem na piora da conversão alimentar, na redução do ganho de peso e no aumento de condenações de carcaças durante o abate, especialmente por problemas sanitários.

Na sequência, o público acompanhou a palestra "Tendências futuras na suinocultura", apresentada por André Ribeiro Corrêa da Costa, diretor da Topigs Norsvin para a América Central, Caribe e América do Sul. O executivo apresentou inovações no melhoramento genético e discutiu como novas tecnologias vêm contribuindo para elevar a produtividade das granjas diante dos desafios enfrentados pelo setor.

Para André, o perfil do produtor também evoluiu nos últimos anos, tornando a busca por conhecimento um diferencial competitivo. "O suinocultor está cada vez mais profissional e preparado para incorporar novas tecnologias. Hoje, o grande desafio não é apenas ter acesso à melhor genética, mas conseguir extrair todo o potencial desses animais por meio de um trabalho integrado entre cooperativa, produtor, empresas de genética, nutrição e sanidade", destacou o especialista.

Entre os temas abordados estiveram o uso de tecnologias para enfrentar a redução da disponibilidade de mão de obra, a diminuição do uso de antibióticos, o aumento da escala de produção e a necessidade de aprimorar os índices produtivos.

OVINOCULTURA

No mesmo espaço da Arena Conexão, também nesta quarta-feira (5), o Painel da Ovinocultura atraiu mais de 100 participantes para discutir o potencial de crescimento da atividade e as oportunidades para os produtores rurais. A programação contou com as palestras "Boas Práticas na Ovinocultura e seus Impactos na Qualidade da Carne", conduzida pela médica-veterinária Maria Cristine Rizzon Cintra, e "Mercado da carne ovina no Brasil e oportunidades de crescimento aos ovinocultores", ministrada pelo zootecnista Luciano Piovesan Leme.

Durante a apresentação, Maria Cristine abordou a importância das boas práticas de manejo para aumentar a eficiência produtiva e garantir carne de maior qualidade. Entre os principais desafios da ovinocultura, a médica-veterinária destacou a necessidade de fortalecer o planejamento sanitário dos rebanhos e aprimorar o controle da verminose. "Quando o produtor compreende a importância das boas práticas e consegue aplicá-las no dia a dia, ele melhora a eficiência do sistema de produção e entrega um produto de maior qualidade ao mercado", explicou.

Na sequência, Luciano destacou a grande oportunidade de demanda do mercado de cordeiros no Brasil. Atualmente, o país importa carne ovina de países como Uruguai, Argentina, Chile e Austrália, cenário que evidencia o potencial de expansão da atividade nacional. "A ovinocultura se encaixa muito bem nas propriedades rurais como mais uma alternativa de renda. Existe um mercado em crescimento e faltam cordeiros para atender essa demanda. Nosso objetivo hoje, com a palestra, foi mostrar esse cenário e as oportunidades que os produtores têm para investir na atividade", afirmou.

O palestrante ressaltou ainda que a assistência técnica e a organização dos produtores, por meio do cooperativismo, são fatores decisivos para o sucesso da atividade. Com auditório lotado durante toda a programação, o Painel da Ovinocultura reforçou o interesse crescente dos produtores pela atividade, o que evidencia seu potencial como alternativa de diversificação e incremento de renda nas propriedades rurais.

As informações são da Assessoria de Imprensa.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Suinocultura e Foco na Terminação: O Fórum da Suinocultura (com mais de 350 participantes) destacou que a terminação representa de 70% a 75% dos custos de produção decorrentes da alimentação, exigindo atenção à ambiência, água e sanidade. Além disso, reforçou a profissionalização do produtor e a necessidade de integração entre cooperativas, genética, nutrição e sanidade para lidar com gargalos como escassez de mão de obra.

- Ovinocultura e Oportunidade de Mercado: O Painel da Ovinocultura (com mais de 100 participantes) enfatizou que o Brasil importa carne ovina de países como Uruguai, Argentina, Chile e Austrália, demonstrando um amplo mercado interno desatendido e alta oportunidade de expansão e rentabilidade para produtores locais.

- Boas Práticas e Cooperativismo: Especialistas de ambas as cadeias ressaltaram que a aplicação contínua de boas práticas de manejo, com foco em controle sanitário rigoroso (como verminoses em ovinos), o suporte da assistência técnica e a união via cooperativismo são decisivos para garantir carne de qualidade e sustentabilidade financeira no campo.

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