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Frete da soja cai 10,5% em PG com fim do pico de escoamento

Enquanto os Campos Gerais registram maior disponibilidade de caminhões e queda nas tarifas, rotas de exportação no Oeste do estado e fretes do feijão sobem impulsionados pela valorização do dólar e início da safrinha de milho

Em Ponta Grossa, o custo do frete da soja com destino ao Porto de Paranaguá foi cotado a R$ 85,00 por tonelada
Em Ponta Grossa, o custo do frete da soja com destino ao Porto de Paranaguá foi cotado a R$ 85,00 por tonelada -

Publicado por Eduarda Gomes

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O mercado de fretes rodoviários de cargas no Paraná apresentou dinâmicas distintas entre as principais regiões produtoras ao longo de junho. O cenário logístico estadual foi diretamente influenciado pelo início da colheita do milho segunda safra, que elevou gradativamente a demanda por transporte, e pela finalização da colheita da soja, cujo ritmo de escoamento passou a depender da comercialização do grão e da programação do Porto de Paranaguá, que tem como principal destino das exportações de soja a China.

Na região dos Campos Gerais, o destaque ficou por conta do recuo no custo do transporte da soja. Na rota entre Ponta Grossa e o Porto de Paranaguá, o valor do frete caiu 10,53%, passando de R$ 95,00 para R$ 85,00 por tonelada.

A redução reflete o alívio na pressão por transporte na região após o pico de escoamento do grão, somado à maior disponibilidade de caminhões no município. As informações estão disponíveis na última edição do Boletim Logístico, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (28).

Apesar da queda pontual em Ponta Grossa, o quadro geral de custos operacionais para os caminhoneiros no estado seguiu pressionado. Os preços do óleo diesel S-10 mantiveram-se em patamares elevados no Paraná, oscilando entre R$ 6,90 e R$ 7,07 por litro no mês, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse elevado custo operacional serviu como piso para sustentação dos valores praticados no transporte rodoviário estadual.

No segmento da soja, mesmo com a colheita da primeira safra já concluída no estado, a demanda por fretes continuou aquecida devido ao avanço na comercialização dos estoques remanescentes. A valorização do dólar frente ao Real e a elevação dos prêmios de exportação aumentaram a competitividade da soja brasileira no exterior, estimulando vendas antecipadas.

Nesse contexto, na rota de Campo Mourão para Paranaguá, o frete apresentou alta de 1,23%, passando de R$ 162,00 para R$ 164,00 por tonelada. Em Cascavel, a alta foi mais expressiva, de 8,11%, elevando-se de R$ 185,00 para R$ 200,00 por tonelada, refletindo a maior procura por transporte para exportação. Paralelamente, o Porto de Paranaguá manteve programação regular de embarques sem indícios de congestionamentos logísticos.

Em relação ao milho, o avanço inicial da segunda safra aumentou a movimentação de cargas, mas sem provocar elevações significativas nos preços praticados. A rota Toledo–Passo Fundo permaneceu estável em R$ 298,00 por tonelada, enquanto o trecho Toledo–Paranaguá registrou discreta valorização de 0,50%, passando de R$ 200,00 para R$ 201,00 por tonelada, evidenciando equilíbrio entre oferta e demanda por caminhões. No período analisado, o Paraná representou 23,72% das exportações brasileiras de milho e 6,93% das de soja.

Por fim, o mercado de fretes do feijão registrou comportamento predominantemente estável, compatível com o menor volume transportado em relação aos demais grãos. Partindo de Ponta Grossa, os fretes para São Paulo aumentaram 3,13%, passando de R$ 240,00 para R$ 247,50 por tonelada, enquanto a rota para o Rio de Janeiro subiu 1,48%, passando de R$ 337,50 para R$ 342,50 por tonelada. Já o transporte entre Pato Branco e São Paulo permaneceu estável em R$ 320,00 por tonelada.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Panorama em Ponta Grossa e Campos Gerais: O frete da soja de Ponta Grossa para Paranaguá caiu 10,53% (de R$ 95,00 para R$ 85,00/t) devido ao fim do pico de escoamento e maior disponibilidade de caminhões. Já os fretes do feijão saindo de Ponta Grossa tiveram leves altas para São Paulo (+3,13%, indo para R$ 247,50/t) e Rio de Janeiro (+1,48%, indo para R$ 342,50/t).

- Desempenho da Soja e Milho no Paraná: A alta do dólar impulsionou a exportação de soja, subindo os fretes em Cascavel (+8,11%, para R$ 200,00/t) e Campo Mourão (+1,23%, para R$ 164,00/t) em direção a Paranaguá. O milho manteve estabilidade no início da 2ª safra (Toledo–Paranaguá subiu 0,50% para R$ 201,00/t). O Paraná respondeu por 23,72% do milho e 6,93% da soja exportados pelo país.

- Custos de Operação e Logística Portuária: O preço do diesel S-10 continuou elevado no Paraná (entre R$ 6,90 e R$ 7,07/L segundo a ANP), sustentando as tarifas estaduais. Apesar do alto volume, o Porto de Paranaguá operou em ritmo regular de embarques (principalmente para a China), sem registrar congestionamentos.

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