Abdul El-Sayed faz história como primeiro senador muçulmano dos EUA
Médico e filho de imigrantes egípcios, democrata venceu disputa acirrada contra republicano em Michigan

O democrata Abdul El-Sayed foi eleito senador pelo estado de Michigan e fará história ao se tornar o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral, o político foi alvo de sucessivos ataques xenofóbicos do presidente Donald Trump.
A disputa contra o ex-deputado republicano Mike Rogers era considerada uma das mais acirradas das eleições pela imprensa norte-americana. Nos últimos dias de campanha, El-Sayed ganhou projeção entre os democratas e participou de eventos ao lado do ex-presidente Barack Obama.
Após a confirmação da vitória, o senador eleito celebrou o resultado nas redes sociais. “Michigan, fizemos o que eles disseram que não poderia ser feito. Vencemos. Juntos. Agora o verdadeiro trabalho começa”, publicou.
Médico e filho de imigrantes egípcios, Abdul El-Sayed procurou manter distância de pautas religiosas durante a campanha. No entanto, fez críticas públicas ao apoio dos Estados Unidos às ações de Israel na Faixa de Gaza.
Suas posições provocaram divergências dentro do próprio Partido Democrata. Derrotada nas primárias, a também democrata Haley Stevens declarou apoio ao republicano Mike Rogers. “Meu lugar não é na campanha do Abdul”, afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais.
Além das divergências políticas, El-Sayed enfrentou ataques diretos de Donald Trump. Em uma das declarações, o presidente o chamou de “farsantezinho”, “mentiroso” e “jihadista”, além de afirmar que ele não deveria ocupar um cargo no governo norte-americano.
RESUMO:
O democrata Abdul El-Sayed foi eleito senador por Michigan e se tornará o primeiro muçulmano a ocupar uma cadeira no Senado dos Estados Unidos. Médico e filho de imigrantes egípcios, ele venceu uma disputa acirrada contra o republicano Mike Rogers.
Durante a campanha, El-Sayed recebeu apoio do ex-presidente Barack Obama e foi alvo de ataques xenofóbicos de Donald Trump. Suas críticas ao apoio norte-americano às ações de Israel na Faixa de Gaza também provocaram divergências dentro do próprio Partido Democrata.



