Defesa Civil acompanha situação de barragem na divisa de Jaguariaíva e Sengés
Inspeções da ANEEL não identificaram risco de ruptura iminente na estrutura da PCH Beira Rio, mas monitoramento e intervenções continuam
A barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio, localizada no Rio Jaguariaíva, na divisa entre Jaguariaíva e Sengés, passa por monitoramento e trabalhos corretivos após a identificação de rachaduras e perda de material na estrutura. O caso foi discutido em uma reunião com representantes de órgãos de fiscalização, equipes de segurança e da empresa responsável pela usina, realizada na terça-feira (27), em Jaguariaíva.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou que inspeções visuais e avaliações técnicas com instrumentos não apontaram risco de ruptura iminente. Apesar disso, a estrutura precisa continuar sendo acompanhada e passar pelas intervenções necessárias para garantir a segurança da população e a proteção ambiental.
A PCH foi impedida pelo Ministério Público de iniciar a operação comercial em razão dos problemas identificados na barragem.
Operação depende de medidas
Durante a reunião, técnicos e engenheiros, incluindo profissionais de uma empresa de acompanhamento externo à usina, informaram que as condições da estrutura estão sendo monitoradas e que os trabalhos corretivos estão em andamento.
Segundo os participantes, a barragem tem capacidade estrutural superior ao dobro do necessário para o volume de água represado. Também foi informado que o problema identificado na crista da estrutura não representa risco de comprometimento da permeabilidade interna.
A ANEEL e o Instituto Água e Terra (IAT-PR) também apontaram a ausência de risco iminente. A agência prevê divulgar um relatório de fiscalização em fevereiro. A liberação da operação comercial, porém, depende da conclusão das medidas de recuperação exigidas pelos órgãos competentes.
Defesa Civil reforça prevenção
Entre os encaminhamentos da reunião estão a manutenção de comunicados oficiais à população, com informações claras e unificadas, e a atualização dos relatórios técnicos. Também foi destacada a necessidade de manter a comunicação entre Jaguariaíva, Sengés e os demais municípios envolvidos.
Os participantes ainda solicitaram treinamento preventivo para uma eventual situação de emergência. A preocupação considera o período de precipitações e vendavais extremos, além da necessidade de cumprir as exigências dos órgãos fiscalizadores e do Poder Judiciário.
Participaram da reunião o 2º Tenente Edson Aparecido Roque e o Subtenente Josmar Augusto Ferreira da Silva, do 2º NAR CEDEC de Ponta Grossa (Núcleo de Atuação Regional da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Paraná); o Subtenente Paulo Gualdezi, comandante do Corpo de Bombeiros de Jaguariaíva; Gumercindo Athayde, coordenador do COMPDEC de Jaguariaíva e secretário municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil; Ailton Leal, diretor operacional do COMPDEC; Nara Giselle Bueno, controladora interna do município; Homero Sampaio Baitala de Oliveira, secretário de Governo e do COMPDEC; Vinícius Cleto Perúcio e Jefferson Garcia, da Defesa Civil de Sengés; Sergio Luis Pereira, da Defesa Civil de São José da Boa Vista; Luiz Augusto Diedrichs, do Instituto Água e Terra (IAT-PR); Evandro Terra Junior, da Pesqueiro Energia; Igor Sobrinho Fidel e Maciel Scarsi, da Fraga Construções e Engenharia; Benhur Augusto Gheller e Rafael Fernandes Pereira, da GeoEnergy; Joaquim Monteiro Garcel Duarte e Isabela Grossi da Silva, da G5 Engenharia e Odair José Manfroi e Lucca Valença Lyra Marques Farias, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Com informações de Assessoria de Imprensa.
Leia o resumo da notícia
Problemas Identificados e Impeditivo: A barragem da PCH Beira Rio (no Rio Jaguariaíva, entre Jaguariaíva e Sengés) passa por monitoramento e reparos devido a rachaduras e perda de material, estando impedida pelo Ministério Público de iniciar a operação comercial até a conclusão das intervenções exigidas.
Avaliação Técnica e Risco: Inspeções da ANEEL e do IAT-PR não apontaram risco de ruptura iminente — destacando que a estrutura suporta mais do dobro do volume represado e que o dano na crista não afeta a permeabilidade —, com o relatório final da ANEEL previsto para fevereiro.
Ações Preventivas e Alinhamento: Em reunião com órgãos de fiscalização, engenheiros e Defesas Civis da região, foram alinhados o acompanhamento técnico contínuo, a emissão de comunicados oficiais unificados à população e a realização de treinamentos preventivos de emergência devido ao período de chuvas e ventos extremos.



