Empresa descarta risco iminente em barragem do Rio Jaguariaíva após reunião técnica | aRede
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Empresa descarta risco iminente em barragem do Rio Jaguariaíva após reunião técnica

Apesar da empresa ter afirmado a ausência de risco, IAT informa que aguarda relatório da ANEEL para confirmar as condições de segurança da estrutura em Jaguariaíva

Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio
Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio -

Sara Dalzotto

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A empresa Pesqueiro Energia S.A., responsável pela Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio, divulgou uma nova nota oficial para esclarecer a situação da barragem do Rio Jaguariaíva, nos Campos Gerais. O comunicado afirma que uma avaliação conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Instituto Água e Terra (IAT) constatou a ausência de risco iminente de rompimento da estrutura. Entretanto, o IAT informou ao Portal aRede que aguarda um relatório da agência reguladora para confirmar as condições de segurança da barragem.

O caso já havia motivado uma decisão judicial entre os dias 21 e 23 de outubro, quando uma liminar concedida a pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR) impediu o início da operação comercial da usina até que as condições de segurança fossem comprovadas por meio de avaliação pericial.

Na terceira nota pública, a empresa relata que uma reunião técnica foi realizada no dia 27 de outubro, na Prefeitura de Jaguariaíva, com representantes da ANEEL, do IAT, das Defesas Civis municipais e estadual, do Corpo de Bombeiros e das administrações municipais. Conforme o comunicado, ficou registrado em ata que os órgãos fiscalizadores constataram a ausência de risco iminente de rompimento da barragem.

A barragem é acompanhada devido à possibilidade de impactos sobre as comunidades de Jaguariaíva, Sengés e São José da Boa Vista.

Monitoramento

Em resposta ao Portal aRede, o IAT explicou que acompanha diariamente a situação e recebe os relatórios encaminhados pela empresa responsável pela usina. O instituto esclareceu, porém, que sua atuação está relacionada ao licenciamento ambiental do empreendimento e que a fiscalização da segurança de barragens destinadas à geração de energia hidrelétrica é atribuição da ANEEL.

A competência é estabelecida pela Lei Federal nº 12.334/2010, que instituiu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Conforme a legislação, cabe à entidade responsável pela concessão ou autorização do uso do potencial hidráulico fiscalizar a segurança dessas estruturas.

O IAT também ressaltou que a responsabilidade pela segurança da barragem permanece com a empresa empreendedora, que deve adotar as medidas necessárias para garantir a estabilidade da estrutura e manter a documentação e os estudos técnicos atualizados.

Segundo o instituto, a confirmação das condições de segurança depende do relatório da ANEEL, que está sendo solicitado com máxima urgência pelas promotorias.

Situação da barragem

A situação começou após a identificação de uma acomodação de materiais em um pequeno trecho da crista da barragem durante o enchimento do reservatório da PCH Beira Rio. A alteração motivou alertas e o acompanhamento dos órgãos responsáveis.

Na nota divulgada em 29 de outubro, a Pesqueiro Energia informou que realiza o monitoramento diário da estrutura por meio de inspeções visuais, medições de pressão da água com piezômetros e acompanhamento de possíveis deslocamentos da barragem.

A empresa também afirmou que estudos adicionais continuam sendo realizados conforme as orientações dos especialistas e que não há risco de rompimento da estrutura. 

O Portal aRede também procurou a ANEEL e a Prefeitura de Jaguariaíva para obter esclarecimentos e confirmar as informações sobre a avaliação da estrutura e as medidas adotadas para garantir a segurança da população. A reportagem ainda aguarda o retorno.

Leia o resumo da notícia

Avaliação de segurança e posição da empresa: A Pesqueiro Energia S.A. afirmou em nota que reuniões com órgãos técnicos e fiscalizadores constataram a ausência de risco iminente de rompimento na barragem da PCH Beira Rio, mantendo monitoramentos diários após uma acomodação de materiais na crista da estrutura.

Fiscalização e papel do IAT: O Instituto Água e Terra (IAT) esclareceu que atua no licenciamento ambiental, cabendo à ANEEL a fiscalização de segurança conforme legislação federal, e aguarda relatório com urgência da agência reguladora para confirmar formalmente as condições de estabilidade.

Bloqueio judicial e municípios afetados: A usina está com o início da operação comercial impedido por liminar a pedido do MPPR até a comprovação pericial de segurança, sob acompanhamento das Defesas Civis devido aos possíveis impactos nas populações de Jaguariaíva, Sengés e São José da Boa Vista.

CONTEÚDO DE MARCA

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