Super El Niño pode provocar chuva extrema e temporais no Sul e Centro-Sul do Brasil | aRede
PUBLICIDADE

Super El Niño pode provocar chuva extrema e temporais no Sul e Centro-Sul do Brasil

Fenômeno apresenta temperaturas recordes no Pacífico e pode elevar os volumes de chuva a até 500 milímetros em áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Cenário também inclui maior frequência de temporais e risco de inundações
Cenário também inclui maior frequência de temporais e risco de inundações -

Publicado por Lucas Veloso

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Os efeitos do El Niño devem continuar influenciando o clima brasileiro nas próximas semanas, com previsão de chuvas acima da média em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O cenário também inclui maior frequência de temporais e risco de inundações, enquanto parte da Região Norte deve enfrentar redução das precipitações e temperaturas elevadas.

De acordo com o boletim semanal mais recente da agência, divulgado nesta terça-feira, a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Central, apresentou anomalia de +3,4°C. O índice é utilizado oficialmente para identificar a ocorrência e a intensidade do El Niño em sua configuração clássica, com impactos globais.

O valor é o mais alto registrado até agora neste episódio do fenômeno e representa um aumento de 0,1°C em relação ao boletim da semana anterior. Pelo índice tradicional, a anomalia caracteriza um El Niño muito intenso. Valores iguais ou superiores a +2°C são classificados como muito fortes, condição popularmente conhecida como Super El Niño.

A avaliação também aponta a presença de um Super El Niño pelo Índice Oceânico Niño Relativo (RONI), adotado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) neste ano. O indicador considera o aquecimento dos oceanos tropicais e registra, atualmente, anomalia de +2,5°C na região Niño 3.4, também correspondente à categoria de El Niño muito forte.

Na região Niño 1+2, próxima às costas do Peru e do Equador, a anomalia da temperatura da superfície do mar chega a +5,2°C, configurando um El Niño Costeiro de intensidade excepcional.

Segundo a análise, nunca havia sido observado um El Niño tão intenso nesta época do ano. No Centro-Sul brasileiro, os efeitos se manifestam principalmente por meio de chuvas excessivas e temporais mais frequentes.

Paraná e estados vizinhos podem registrar volumes elevados de chuva

Dados analisados pela MetSul Meteorologia indicam que os efeitos do fenômeno podem ser expressivos nas próximas semanas em uma extensa área entre o Centro-Oeste, o Sudeste e o Sul do Brasil.

A projeção de anomalia de chuva do modelo europeu, que considera o desvio em relação à média histórica, aponta precipitações acima ou muito acima do normal até 10 de dezembro em áreas do Mato Grosso do Sul, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, especialmente no Noroeste e no Norte gaúcho.

A MetSul considera duvidosa a indicação de excesso de chuva para o Mato Grosso e avalia que Minas Gerais pode registrar volumes superiores aos apontados pelo modelo.

Entre o Oeste do Paraná, o Oeste de Santa Catarina e o Noroeste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem ser particularmente elevados. A estimativa é de volumes entre 300 e 500 milímetros ao longo dos próximos 30 a 45 dias.

O cenário aumenta a preocupação com novas inundações e elevações nos níveis de rios como o Uruguai, o Paraná e o Iguaçu.

Região Norte deve ter menos chuva e temperaturas elevadas

Enquanto o Centro-Sul pode enfrentar precipitações volumosas, o El Niño deve contribuir para agravar a estiagem em áreas do Norte do Brasil.

A previsão indica redução das chuvas e temperaturas acima da média histórica, condições que favorecem a perda de água por evaporação. A situação exige atenção especial no Leste do Amazonas, em Roraima, no Pará, no Acre e em Rondônia.

Nessas áreas, a precipitação deve permanecer abaixo ou muito abaixo da média, o que pode manter os rios em níveis reduzidos e continuar prejudicando a navegação e o abastecimento de água em comunidades ribeirinhas.

Os efeitos, porém, não devem atingir toda a Região Norte da mesma maneira. Apesar do déficit de chuva previsto em diversas localidades, a precipitação tende a aumentar gradualmente em áreas mais a Oeste do Amazonas e no Amapá.

Confira um resumo da notícia:

Super El Niño ganha intensidade: O fenômeno apresenta anomalia de até +3,4°C na temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central, sendo classificado como muito intenso. Na região próxima ao Peru e ao Equador, a anomalia chega a +5,2°C.

Sul do Brasil tem risco de chuvas intensas: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão entre os estados com previsão de precipitações acima da média. No Oeste do Paraná, Oeste catarinense e Noroeste gaúcho, os acumulados podem variar de 300 a 500 milímetros nos próximos 30 a 45 dias, elevando o risco de inundações e cheias dos rios.

Norte pode enfrentar estiagem e calor: Enquanto o Centro-Sul deve registrar mais chuvas e temporais, áreas do Norte brasileiro podem ter precipitações abaixo da média e temperaturas elevadas. O cenário aumenta o risco de redução dos níveis dos rios e dificuldades para navegação e abastecimento de água em comunidades ribeirinhas.

Com informações de Metsul.

CONTEÚDO DE MARCA

PUBLICIDADE