Projeto da 'transparência' chega à Câmara
Procurador Geral do Município defendeu iniciativa enviada ao Legislativo Municipal. Sindicato classifica proposta como “surreal”

Procurador Geral do Município defendeu iniciativa enviada ao Legislativo Municipal. Sindicato classifica proposta como “surreal”
A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) protocolou nesta sexta-feira (5) o projeto de “transparência sindical” de Marcelo Rangel (PPS) na Câmara Municipal (CMPG). A medida prevê uma série de “contrapartidas” por parte das entidades sindicais que mantém convênios com o município. A proposta apresenta por Marcelo foi enviada na mensagem 60/2017 destinada ao presidente da Casa de Leis, Sebastião Mainardes
O procurador geral do município, Marcus Vinícius Freitas, defendeu a iniciativa para garantir “transparência nas ações sindicais”. De outro lado, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Leovanir Martins, criticou duramente o projeto que chama de “represália” no debate que a entidade tem apresentado sobre o refinanciamento do FGTS dos servidores públicos.
Ao defender a proposta, o procurador lembra que a iniciativa seria “ilegal se o município estivesse legislando sobre direito sindical, “o que não é o caso”, na visão de Marcus. “Na verdade o município possui uma lei específica que regulamenta de forma especial a relação de trabalhos dos servidores municipais com o sindicato”, contou Freitas.
Já para Leovanir, a proposta do Poder Executivo é “desprovida de inteligência”. O sindicalista defende que a entidade deve prestar contas aos servidores e não ao prefeito Marcelo Rangel. “O Sindicato é uma entidade privada e essa lei tem como único objetivo tentar enfraquecer a atuação sindical”, criticou Leovanir.
O procurador Marcus Freitas argumenta que na medida em que o município sede servidores ao sindicato, funcionários estes pagos com dinheiro público e que recebem FG (função gratificada) e hora extra, “nada mais justo e razoável que o município exija uma contrapartida na forma da transparência sindical”. “Toda a entidade privada que recebe auxílio do Poder Público é obrigada a manter um Portal de Transparência a fim de garantir a prestação de contas para a sociedade”, afirmou Freitas.
Leovanir apresenta comparações
Na visão de Leovanir Martins, a proposta é inconstitucional e poderia ser comparada com outras ações do tipo por parte do Executivo. “Imagine se a Prefeitura exigisse o mesmo da OAB ou da Acipg, por exemplo, entidades que representam os advogados e os comerciantes, respectivamente. O sindicato é uma entidade de classe e defende os interesses dos servidores, por isso deve satisfação a eles”, contou Martins.





















