PUBLICIDADE

Segurança precisa ser prioridade no trânsito de PG

Imagem ilustrativa da imagem Segurança precisa ser prioridade no trânsito de PG

A presença de patinetes, bicicletas elétricas e outros equipamentos autopropelidos nas ruas já faz parte da realidade urbana. O problema é que a velocidade com que esses veículos passaram a ocupar o espaço público nem sempre foi acompanhada pelo mesmo ritmo de informação e conscientização. Ainda existem dúvidas sobre regras de circulação, locais adequados para deslocamento, equipamentos de segurança e, principalmente, sobre a responsabilidade de cada usuário.

A Lei Municipal nº 16.027/2026 estabelece regras para a circulação desses veículos em Ponta Grossa. Mas uma lei, por si só, não muda comportamentos. É preciso que seja conhecida, compreendida e respeitada. E essa responsabilidade começa pelo poder público, que precisa ampliar as campanhas educativas, investir em sinalização e fiscalização e garantir que as normas sejam efetivamente aplicadas.

A blitz que orientou mais de 200 pessoas durante a Semana Nacional do Trânsito é positiva, mas não pode ser tratada como ponto de chegada. Deve ser o início de um trabalho permanente. Se a utilização dos autopropelidos cresce, também precisa crescer a presença do poder público na orientação e na fiscalização.

A cobrança, porém, não pode ficar restrita à Prefeitura. Quem utiliza esses equipamentos também precisa assumir sua parcela de responsabilidade. As ruas não são espaços sem regras. Respeitar sinalização, observar os locais permitidos para circulação, reduzir a velocidade em áreas de grande movimento e preservar a segurança de pedestres são atitudes básicas de convivência.

O mesmo vale para motoristas. A chegada de novos modais ao trânsito exige atenção redobrada. Ignorar um ciclista, um patinete ou outro veículo autopropelido porque ele é menor ou mais vulnerável não reduz o risco. Ao contrário, pode aumentar a gravidade de uma ocorrência. Dividir as ruas significa reconhecer que existem diferentes formas de mobilidade e que todas exigem respeito.

Ponta Grossa já convive com números preocupantes de acidentes. Por isso, não há espaço para uma cultura de prevenção baseada apenas em campanhas ocasionais. É preciso planejamento contínuo, fiscalização efetiva, engenharia de trânsito e educação permanente. E, principalmente, uma mudança de comportamento.

A Semana Nacional do Trânsito tem justamente essa missão: lembrar que segurança viária não se resume a uma campanha de poucos dias. Palestras em empresas, atividades nas escolas e ações nas ruas são importantes, mas precisam fazer parte de uma política pública contínua.

Prevenir custa menos do que remediar. E, no trânsito, prevenção significa algo ainda mais importante: evitar que uma imprudência resulte em uma vida perdida ou em uma família marcada para sempre.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MAIS DE EDITORIAL

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

DESTAQUES

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MIX

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE