PUBLICIDADE

Preservar a história é investir no futuro de PG e na sua identidade

Imagem ilustrativa da imagem Preservar a história é investir no futuro de PG e na sua identidade

Ponta Grossa tem uma história construída sobre trilhos, trabalho, desenvolvimento e transformação. Preservar os espaços que testemunharam essa trajetória não é apenas uma obrigação administrativa ou uma questão estética. É um compromisso com a memória coletiva e com as futuras gerações. Por isso, a revitalização da Estação Paraná merece ser reconhecida como um investimento estratégico na identidade cultural do município.

A aprovação, pela Câmara Municipal, do projeto que autoriza a abertura de crédito para as obras representa um passo importante. São mais de R$ 760 mil destinados especificamente à Estação Paraná, dentro de um pacote de recursos estaduais superior a R$ 3 milhões. O município também prevê a aplicação de recursos próprios. O dinheiro, neste momento, será utilizado para adequações estruturais que permitirão a reabertura do espaço.

É uma medida necessária e, sobretudo, urgente. Construída em 1894, a Estação Paraná é um dos prédios mais antigos de Ponta Grossa ainda preservados. Ela nasceu em um período em que a ferrovia modificava profundamente a paisagem urbana e transformava a cidade em um importante ponto de circulação de pessoas, mercadorias e oportunidades. A estação não é apenas um prédio antigo: é uma testemunha material de uma das etapas mais decisivas da formação de Ponta Grossa.

Por isso, deixar um patrimônio dessa importância submetido à deterioração seria permitir que parte da história da cidade desaparecesse junto com suas paredes. O patrimônio histórico não pode ser lembrado apenas em datas comemorativas ou quando se discute turismo. Ele precisa estar incorporado às políticas permanentes de desenvolvimento urbano, educação e cultura.

A futura instalação da Escolinha do Patrimônio Cultural na Estação Paraná dá ainda mais sentido ao investimento. O espaço poderá deixar de ser apenas um imóvel preservado para se transformar em ambiente de aprendizado, convivência e formação. Crianças e jovens terão a oportunidade de compreender que a história não está somente nos livros: ela também está nas ruas, nas praças e nos edifícios que atravessaram gerações.

Mas é preciso ir além. A revitalização prevista para janeiro de 2027 deve ser encarada como uma etapa de um projeto maior. A própria Secretaria Municipal de Cultura estima que uma restauração completa possa exigir entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões. Buscar esses recursos deve ser uma prioridade. Preservar patrimônio exige planejamento, investimento contínuo e responsabilidade.

Ponta Grossa não pode crescer apagando as marcas de seu passado. Ao contrário, uma cidade que conhece e valoriza sua história fortalece sua identidade e cria melhores condições para projetar o futuro. A Estação Paraná é um símbolo dessa responsabilidade.

Investir na preservação é, portanto, investir na própria cidade. É reconhecer que desenvolvimento e memória não são caminhos opostos. Ponta Grossa tem o dever de manter de pé aquilo que conta sua história — e de entregar às próximas gerações não apenas uma cidade maior, mas uma cidade que saiba de onde veio.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MAIS DE EDITORIAL

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

DESTAQUES

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

MIX

HORÓSCOPO

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE